segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Oi meu amor mais lindo de todos!!!



Quer dizer então que sou uma ogrinha né???? Sem comentários isso. Onde já se viu??? Só porque eu chamo você de ogrodoce isso não te dá o direito de me chamar de ogrinha... rss...bobo lindo que eu amo tanto!!!!
Queria te pedir desculpas pelo meu jeito. É que é muito difícil você viver por alguns dias um conto de fadas lindo e depois ser jogada na realidade. Hoje eu não tive carinho de barba de manha, e nem beijinho de bom dia...ontem a noite antes de dormir eu não tive colinho pra titir filminho e seriados, e eu também não tive abraço de boa noite e não tive um sono tranquilo sabendo que eu ia acordar feliz no outro dia porque meu amor estaria comigo...
Hoje a segunda feira é triste e chuvosa. Acho que ela chora comigo e com o meu coração, pois cada vez que nos separamos é como se um pedacinho dele fosse partido e estivesse sendo entregue pra você, quem sabe essa ilusão fica na minha cabeça porque é mais fácil pra eu enxergar dessa forma, pois você vai embora levando um pedaço de mim, enquanto eu fico aqui, incompleta por falta de você.
Quando eu digo: eu te amo, é porque eu te amo mesmo, sem mais nem menos, sem mentiras ou enganações, manolo eu te amo muito! Quando eu digo que quero passar o resto da minha vida com você eu não estou querendo dizer que eu quero brincar de casinho tempo suficiente pra eu me enjoar e te dar um é na bunda, não cara, eu quero viver pra sempre com você, quero que você quebre a minha maldição! Com nossos mimos, nossa xuremelada, nossa vidinha doce e amarga, quero ser seu porto em noites de tempestade e quero que você seja o meu quando eu precisar de abrigo, porque você sabe como eu tenho medo de tempestade, e como o seu colinho é confortável e me cabe direitinho aí dentro.
É o seu rosto que quero ver todos os dias de manha ao abrir os olhos e a ultima coisa que quero ver depois de um dia cansativo cheio de obrigações!
Sinto demais a sua falta e isso me mata cada segundo que passo longe de você! Me dá vontade de chorar, de gritar, de fazer birra ou dodói pra quem sabe você ficar com pena de mim e vir me buscar e me levar dentro da sua mala pra viver o nosso feliz pra sempre quietinhos no castelo do Conde Drácula...rss...
Ilusões e brincadeiras a parte, eu sinto demais a sua falta. Fico triste, fico oca por dentro e quero chorar muito porque é como se eu estivesse perdida dentro de um bosque escuro e não conseguisse chegar ao fim dele e ter seus braços me envolvendo, tão fortemente me protegendo de todos os fantasmas que existem aqui. Eu te preciso muito!
É piegas eu sei, e clichê e muito blasé falar assim de sentimentos, como se você precisasse do outro pra existir, e é péssimo admitir isso assim, abertamente, mas tudo bem, eu admito, preciso de você pra existir, aliás pra existir não, tantas pessoas por aí apenas existem, eu também poderia existir como elas sem você, mas eu preciso de você para VIVER, para viver feliz, é inútil negar, eu somente sou feliz ao seu lado, andando na rua segurando forte sua mão e de vez enquando numa esquina roubando um beijo ou te dando uma mordida na bochecha...eu só sou feliz assim! Desculpe, mas é verdade!!!!
Então é isso aí, acho que toda essa explicação não cabe em uma sms e como isso aqui é o nosso cantinho (antes era só meu, agora é nosso), eu coloquei minha resposta aqui meu ogrodoce!

Eu te amo infinito demais pra sempre eternamente forever grandemente e..e..e..eu já disse pra sempre né? Então já da pra entender...

Não vivo sem você!!!!

Saudades machuca e faz dodói enorme...

Ele é diferente. Ele não é só um cara. Ele te ouve como se te entendesse, fala como quem soubesse o que dizer e não diz nada muitas vezes, porque ele entende os silêncios. Ele existe. Você sabe que seriam bons amigos, bons parceiros, bons inimigos, mas você prefere ser a garota dele. E sabe que serão importantes na história um do outro para sempre, independentemente de tudo que estiver pra acontecer. Porque ele não é só um cara. Você não quer mais só um cara. E ele é tudo que você quer. Hoje e sempre...


“Para os Bruxos que celebram no Hemisfério Norte é o Sabá de Samhain, o deus Sol está morrendo, o inverno se aproxima...
Para os Bruxos que celebram no Hemisfério Sul é o Sabá de Beltane, o meio da Primavera... a festa da Fertilidade...”.

Que todas as bruxas, os mágicos.

Duendes, fadas,

Arcanjos e querubins,

Soprem e semeiem paz e amor para a humanidade.

Essa é a luz que tudo ilumina...

Canal que faz tudo resplandecer...

FELIZ DIA DAS BRUXAS!

Pra todos nós que temos esse poder maior.

O de SENTIR!

Esse é o brilho de quem acredita que pode melhorar tudo hoje e sempre.

Para sempre e sempre...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

'Já ouvi várias vezes ah-como-você-lida-bem-com-as-coisas.

Não, não lido.

Sou péssima em lidar "com as coisas".

Sou ciumenta com coisas bobas,

impulsiva pelo menos uma vez por dia,

leio bula de remédio e depois acho que tenho aquele bando de sintomas,

meu dedão do pé não é bonito,

quero tudo do meu jeito e minha cabeça é muito, muito dura.

Não sou uma musa, uma diva, uma entidade, uma mestra.

Sou uma pessoa.

E de vez em quando sou uma pessoa péssima.

Péssima mesmo.

De vez em quando morro de vergonha de mim.

Amo muito, tudo é muito, tudo é exagero, tudo é demais.

Inclusive as dúvidas e as dores”

“Por atrás de tudo, um alguém...
Que pode ouvir o leve murmúrio das folhas secas embaixo dos dedos dos meus pés, o sussurro das asas de um pássaro acima de mim, o oceano - longe, longe à oeste - gemendo contra a praia. Ouvir isso, e nada mais, além da tua doce voz ou o teu mero pensamento. Sentir nada além dos músculos, tendões, e dos ossos, trabalhando juntos em harmonia enquanto os quilômetros desaparecem atrás de mim. Sentir você, o seu olhar, o seu toque, o seu amor, mesmo que pelos teus sonhos e pensamentos, distanciados em corpo, porém em sentimentos sempre estando aqui, sempre estando aonde eu for... Tornando o silêncio em minha cabeça duradouro, fazendo com que eu me transforme. Eu não teria sido o primeiro a escolher essa forma a outra. Todas as histórias dizem que isso acontece com mais frequência do que não acontecem, todas às histórias dizem e se arranham no meu cérebro. O futuro nem sempre é como dito, o futuro é simplesmente destinando por você...
Uma dor diferente.
Uma variação, pelo menos.
A despeito de mim mesmo, mãos tremem, mundo para...
E assim sou...
Uma criatura com instintos muito mais fortes do que as emoções humanas, que agora descobre a cada dia ao seu lado o significado da eternidade...”

(...) O Unicórnio, negligentemente estava se afastando quando deu com os olhos em Alice, fez meia volta no mesmo instante e ficou olhando para ela um longo tempo, aparentando o mais profundo desagrado.

“O que...é...isso?” Disse finalmente.

“Isto é uma criança!” Haigha respondeu animadamente, passando a frente de Alice para apresentá-la e esticando as duas mãos bem abertas em direção a ela com suas maneiras anglo-saxãs. ”Nós a encontramos hoje: tamanho real e duas vezes mais natural.”

“Sempre achei que elas eram monstros fabulosos” disse o Unicórnio. “É viva?”

“Sabe até falar”, disse Haigha, solenemente.

O Unicórnio lançou para Alice um olhar sonhador e disse: “Fale criança.”

Alice não conseguiu conter um sorriso ao começar:

“Sabe, sempre pensei que os unicórnios eram monstros fabulosos também! Nunca vi um vivo antes.”

“Bem, agora que vimos um ao outro” disse o Unicórnio, “se acreditar em mim vou acreditar em você. Feito?”

“Feito!” disse Alice.

Trecho retirado do livro Alice através do espelho

(...) “Ah, por favor! Há uns juncos perfumados!” Alice exclamou subitamente enlevada. “Há mesmo... e são tão lindos!”

“Não precisa me dizer por favor, por causa disso”, a Ovelha respondeu sem tirar os olhos do seu tricô. “Não fui eu quem os pus ali, não sou eu quem vai tirá-los.”

“Não, mas o que eu quis dizer foi, por favor, podemos esperar e colher alguns?” Alice suplicou. “Se não se importa de parar o barco por um minuto.”

“Como eu posso pará-lo:” perguntou a Ovelha. “Se você parar de remar, ele para por si mesmo.”

Trecho retirado do livro Alice através do espelho


(...) “Você deve ser muito feliz, vivendo nesse bosque e ficando contente quando lhe apraz”. Disse a Rainha Branca

“Só que isto é tão solitário!” disse Alice, melancólica; e a ideia de sua solidão duas grossas lagrimas lhe rolaram pela face.

“Oh não fique assim!” exclamou a pobre Rainha, torcendo as mãos em desespero. “Considere a menina grande que você é. Considere a longa distancia que percorreu hoje. Considere que horas são. Considere qualquer coisa, mas não chore!”

Alice não pode deixar de rir disso, mesmo em meio às lágrimas. “Você consegue parar de chorar fazendo considerações?”

“É assim que se faz”, disse a Rainha com muita decisão; “ninguém pode fazer duas coisas ao mesmo tempo, não é? Para começar, vamos considerar sua idade... quantos anos têm?”.

“Exatamente sete e meio.”

“Não precisa dizer exatualmente”, A Rainha observou. “Posso acreditar sem isso. Agora vou lhe dar uma coisa em que acreditar. Tenho precisamente cento e um anos cinco meses e um dia.”

“Não posso acreditar nisso!” disse Alice.

“Não?” disse a Rainha, com muita pena. “tente de novo: respire fundo e feche os olhos.”

Alice riu. “Não adianta tentar, não se pode acreditar em coisas impossíveis.”

“Com certeza não tem muita pratica”, disse a Rainha, “Quando eu era da sua idade, sempre praticava meia hora por dia. Ora, algumas vezes cheguei a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do café da manha.”.

Trecho retirado do livro Alice através do espelho

(...) Alice nesse ponto calou-se um tanto assustada, ao ouvir algo que lhe lembrava do resfolegar de uma locomotiva a vapor perto deles no bosque.

“É só o Rei Vermelho roncando”, disse Tweedledee.

“Com que será que ele sonha?”, disse Tweedledum.

Alice respondeu: “Isso ninguém pode saber.”.

“Ora com você!” Tweedledee exclamou, batendo palmas triunfante. “E se parasse de sonhar com você, onde acha que estaria?”

“Onde estou agora é claro” respondeu Alice.

“Não, não1” Tweedledee retrucou, desdenhoso. “Não estaria em lugar algum. Ora você é só uma espécie de coisa do sonho dele!”

“E se o rei acordasse”, acrescentou Tweedledum, “você sumiria... Puff... Exatamente como uma vela!”.

“Não sumiria” Alice exclamou indignada.

“Você sabe muito bem que não é real”, disse Tweedledum.

“EU SOU REAL!” gritou Alice e começou a chorar.

“Não vai ficar um pingo mais real chorando”, observou Tweedledee.

“Se eu não fosse real”, disse Alice, meio rindo por entre as lagrimas, tão absurdo aquilo tudo parecia, “não conseguiria chorar”.

“Espero que não imagine que suas lagrimas são reais!” Tweedledum interrompeu-a, num tom de profundo desdém.

Trecho retirado do livro Alice através do espelho

(...) “Como é possível que vocês todos possam falar tão bem?” disse Alice às flores, “estive em muitos jardins antes, mas nenhuma flor podia falar”.

“Ponha a mão na terra e sinta” disse o Lírio-tigre, “assim vai saber por quê.”.

Alice obedeceu “É muito dura”, observou, “mas não sei o que uma coisa tem a ver com a outra”.

“Na maioria dos jardins”, explicou o Lírio-tigre, “fazem os canteiros fofos demais... por isso as flores estão sempre dormindo.”.

Trecho retirado do livro Alice através do espelho

“Está ouvindo a neve, Kitty? Soa tão agradável e suave! Como se ágüem estivesse beijando a janela toda do lado de fora. Será que a neve ama as arvores e os campos que beija tão docemente? Depois ela os agasalha, sabe, com um manto branco e talvez diga: Durmam meus queridos, até o verão voltar. E quando eles despertam no verão, Kitty, se vestem todos de verde, e dançam... onde quer que o vento sopre... oh, isso é muito lindo! Gostaria tanto que fosse verdade!”

A Lagarta e Alice ficaram olhando uma para há outra algum tempo em silencio. Finalmente a Lagarta tirou o narguilé da boca e se dirigiu a ela numa voz lânguida, sonolenta.

_Quem é você? Perguntou a Lagarta.

Não era um começo de conversa muito animador. Alice respondeu meio encabulada:

_ Eu... Eu mal sei Sir, neste exato momento... Pelo menos sei quem eu era quando me levantei essa manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então.

_ Que quer dizer com isso? Esbravejou a Lagarta. Explique-se!

_ Receio não poder me explicar, respondeu Alice, porque não sou eu mesma, entende?

_Não entendo, disse a Lagarta.

_ Receio não poder ser mais clara, Alice respondeu com muita polidez, pois eu mesma não consigo entender, para começar; e ser de tantos tamanhos diferentes num dia é muito perturbador.

_ Não é, disse a Lagarta.

_ Bem, talvez ainda não tenha descoberto isso, disse Alice, mas quando tiver de virar uma crisália... Vai acontecer um dia, sabe... E mais tarde uma borboleta, diria que vai achar isso um pouco esquisito, não vai?

_ Nem um pouquinho, disse a Lagarta.

_ Bem, talvez seus sentimentos sejam diferentes, concordou Alice, tudo que sei é que para mim isso pareceria muito esquisito.

_ Você! Desdenhou a Lagarta, Quem é você?

O que as levou de novo para o inicio da conversa. Alice, um pouco irritada com os comentários tão breves da Lagarta, empertigou-se e disse muito gravemente:

_ Acho que primeiro você deveria me dizer quem é.

_ Por quê? Indagou a Lagarta.

Aqui estava outra pergunta desconcertante, e como não pudesse atinar com nenhuma boa razão, e a Lagarta parecesse estar numa disposição de animo muito desagradável, Alice deu meia-volta.

_ Volte, chamou a Lagarta, Tenho uma coisa importante para dizer.

Isso parecia promissor, sem dúvida; Alice se virou e voltou.

_ Controle-se, disse a Lagarta.

_ Isso é tudo? Quis saber Alice, engolindo a raiva o melhor que podia.

_ Não, respondeu a Lagarta.

Por alguns minutos a Lagarta soltou baforadas sem falar, mas por fim descruzou os braços, tirou o narguilé da boca de novo e disse:

_ Então acha que está mudada, não é?

_ Receio que sim Sir, disse Alice, Não consigo me lembrar das coisas como antes... E não fico do mesmo tamanho por dez minutos seguidos.

(...)

_ De que tamanho você quer ser? Perguntou.

_ “Oh, não faço questão de um tamanho certo”, Alice se apressou a responder; “só que ninguém gosta de ficar mudando toda hora, sabe?”.

_”Eu não sei,” disse a Lagarta. “Acho que deveria estar feliz, se as coisas mudam é porque se tornam diferentes, ficar tudo igual para sempre deve ser bem tediante.”


Ao ver Alice, o Gato só sorriu. Parecia amigável, ela pensou; ainda assim tinha garras muito longas e um numero enorme de dentes, de modo que achou que devia trata-lo com respeito.
“Bichano de Cheshire”, começou muito tímida, pois não estava nada certa de que esse nome iria agrada-lo; mas ele só abriu um pouco mais o sorriso. “Bom até agora ele está satisfeito”, pensou e continuou: “Poderia me dizer, por favor, que caminho deve tomar para ir embora daqui?”
“Depende bastante de para onde quer ir”, respondeu o Gato.
“Não me importa muito para onde”, disse Alice.
“Então não importa que caminho tome”, disse o Gato.
“Contanto que eu chegue a algum lugar”, Alice acrescentou a guisa de explicação.
“Oh, isso você certamente vai conseguir”, afirmou o Gato, “desde que ande bastante.”.
Como isso lhe pareceu irrefutável Alice tentou outra pergunta.
“Que espécie de gente vive por aqui?”
“Naquela direção”, explicou o Gato acenando com a pata direita, “vive um Chapeleiro e naquela direção”, acenando com a outra pata, “vive uma Lebre de Março. Visite qual deles quiser: os dois são loucos.”.
“Mas não quero me meter com gente louca” Alice observou.
“Oh! É inevitável”, disse o Gato, “somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca”.
“Como sabe que sou louca?” perguntou Alice.
“Só pode ser”, respondeu o Gato, “ou não teria vindo parar aqui.”.
Alice não achava que isso provasse coisa alguma; apesar disso continuou:
“E como sabe que você é louco?”
“Para começar”, disse o Gato, “um cachorro não é louco. Admite isso?”.
“Suponho que sim.” Disse Alice.
“Pois bem”, continuou o Gato, “você sabe, um cachorro rosna quando está zangado e abana a cauda quando está contente, isso é normal. Ora, eu sou diferente do normal, rosno quando estou contente e abano a cauda quando estou zangado, Por ser diferente, sou tido como louco”.

(...) O Gato dessa vez desapareceu bem devagar, começando pela ponta da calda e terminando com o sorriso, que persistiu algum tempo depois que o resto de si foi embora. “Bem, devo estar ficando realmente louca”, pensou Alice, “já vi muitas vezes gato sem sorriso, mas sorriso sem gato é a coisa mais curiosa que já vi na vida”.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Rainha Alice e seu Cavaleiro Negro


(...) Nesse instante seus pensamentos foram interrompidos por um grito alto:
_ Olá! Olá! Xeque!
Um Cavaleiro envergando uma armadura carmesim veio galopando na direção dela, brandindo uma grande clava. Assim que a alcançou, o cavalo parou de repente.
_ Você é minha prisioneira! _ o Cavaleiro gritou, enquanto caia do cavalo.
Espantada como estava, Alice ficou com mais medo por ele do que por si própria naquele instante, e observou-o com certa aflição enquanto montava de novo. Assim que se instalou confortavelmente na sela ele recomeçou:
_ Princesa Alice você é minha...
Mas nesse momento uma outra voz se fez ouvir.
_ Olá! Olá! Xeque!
Alice olhou em volta um tanto surpresa, à procura do novo inimigo.
Desta vez era um Cavaleiro Negro. Parou ao lado de Alice, e caiu do cavalo exatamente como o Cavaleiro Vermelho fizera; em seguida levantou e os dois Cavaleiros ficaram se olhando por algum tempo sem falar. Alice olhava e um para o outro um tanto atordoada.
_ Ela é minha prisioneira, saiba! _ disse por fim o Cavaleiro Vermelho.
_ Certo, mas nesse caso eu vim e resgatei-a! _ respondeu o Cavaleiro Negro.
_ Bem, então teremos que lutar por ela _ disse o Cavaleiro Vermelho, pegando o elmo que estava pendurado na sela e cuja forma lembrava a cabeça de um cavalo e enfiando-o na cabeça.
_ Vai respeitar as Regras de Batalha, não? _ observou o Cavaleiro Negro, pondo seu elmo também.
_ Sempre respeito _ disse o Cavaleiro Vermelho.
Começaram a se bater com tal fúria que Alice foi para trás de uma arvore para escapar dos golpes. A batalha terminou com o Cavaleiro Vermelho caindo de seu cavalo. O Cavaleiro Negro desceu e levantou-o, ambos apertaram-se as mãos e em seguida o Cavaleiro Vermelho montou e partiu a galope.
_ Foi uma vitória gloriosa, não acha Princesa Alice? _ disse o Cavaleiro Negro aproximando-se ofegante.
_ Não sei _ disse Alice hesitante_ não quero ser prisioneira de ninguém...quero um dia chegar a ser rainha!
_ E será! Vou levá-la comigo em segurança.
_ Obrigada! Posso ajuda-lo a tirar o elmo?
_ Por favor, assim fica mais fácil respirar!_ disse o Cavaleiro.
Alice o ajudou a tirar o elmo e o Cavaleiro respirando melhor jogou seus longos cabelos para trás.
Ele olhou para Alice com seu rosto belo e seus olhos grandes e meigos. Ela pensou que nunca tinha visto um cavaleiro tão belo em sua vida e começaram a caminhar lado a lado pelo bosque.
_ Obrigada por ter vindo de tão longe para me salvar.
_ Obrigada por ter me dado a chance de salvar você!


Trecho retirado do livro Alice através do espelho
(com modificações minhas porque eu sou também uma Alice e mereço né..rs)

terça-feira, 25 de outubro de 2011


{...}além de minha visão totalmente poética do mundo,

valorizo aquelas coisas que realmente são essenciais

e que vale a pena para a vida.

“Apanhei, apanhei sempre.

E não aprendi nunca.

Vou morrer sim, brigando.

Mais sem abaixar a cabeça.

Liberdade é correr riscos, é viver em fuga,

é viver se escondendo-se de tudo e de todos,

é viver intensamente todas as loucuras maravilhosas do perigo e do proibido.”

Maysa


Sabe o que eu queria agora?

Queria que as quedas fossem mais pequenas

As decepções mais amenas

Que o sofrimento tivesse fim...

Queria que o buraco do Coelho branco se abrisse pra mim!

Queria ter o coração em festa

Rir da piada que me resta

Nesse circo onde o palhaço se entristece!

Acordar amanha sem pressa

Pois o dia enfim recomeça

E a vida não pode parar,

Mas o que me sobra no fundo desse olhar?

Tristeza...

A festa acabou,

da piada ninguém riu

A lona do circo o vento levou,

Só sobrou o palhaço

Com a marca da lágrima na face pálida

Olhando parado pro nada...

Dessa vez, querido, o dia não recomeçou!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


“Era muito mais agradável lá em casa”, pensou a pobre Alice, “lá não se ficava sempre crescendo e diminuindo, e recebendo ordens aqui e acolá de camundongos e coelhos. Chego quase a desejar não ter descido por aquela toca de coelho...no entanto...no entanto...é bastante interessante esse tipo de vida! Quando lia contos de fadas, eu imaginava que aquelas coisas nunca aconteciam, e agora cá estou no meio de uma! Deveria haver um livro escrito sobre mim, ah isso deveria! E quando eu for grande, vou escrever um.”

“Não vai adiantar nada eles encostarem suas cabeças no chão e pedirem: Volte pra cá querida! Vou simplesmente olhar para cima e dizer: Então, quem sou eu? Primeiro me digam; aí, se eu gostar de ser essa pessoa, eu subo; se não, fico aqui embaixo até ser alguma outra pessoa...Mas...ai ai! “ Exclamou Alice numa súbita explosão de lágrimas, “queria muito que encostassem a cabeça no chão! Estou tão cansada de ficar assim sozinha aqui.”


“Ai, ai! Como tudo está esquisito hoje! E ontem as coisas aconteciam exatamente como de costume. Será que fui trocada durante a noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando levantei esta manha? Tenho uma ligeira lembrança de que me senti um bocadinho diferente. Mas, se não sou a mesma, a próxima pergunta é: Afinal de contas quem sou eu? Ah...este é o grande enigma!”


"Acorda amiga, mulher precisa de homem,
e homem precisa de mulher.
Meninos só precisam de uma mãe e um playstation."

Tati Bernardi

Para as coisas importantes nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, para sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes...
Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. E se você achar que não, espero que tenha a força para começar novamente !

O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON

sábado, 22 de outubro de 2011


Maybe you will think I'm a fool, or a complete idiot, but the truth is that I love you... Really love you so much!
Sometimes I'm just unable to show it, or to make you perceive, but I still love... A true love never ends, it can hide a little behind a bad humor or a problem sometimes, but IT WILL NEVER ENDS!
I tried to talk to you some times this night, but you were so sleepy that I'm not sure if you will remember the things I told you... =/
I just wanna make sure that you remember one part: I LOVE YOU! And nothing will change it, NEVER!
I hope that one day we'll be really together, and never let the other go for more than one day... I hope time will help us, make this distance disappear soon.
I'm coming, darling!
Just wait a little more, be strong, hold my hands and we'll always win... TOGETHER!
Love you so much!
RAKASTAN SINUA PALJON KULTASENI ♥

By: JAAGOAT (Seu Bo... ♥)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011


“E deito a cabeça no seu colo,

Ou você deita a cabeça no meu,

tanto faz,

e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem

e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo .

Você toca minha mão, eu toco na sua...

Eternamente assim...”

quarta-feira, 19 de outubro de 2011



*Estamos com fome de amor*
O que temos visto por ai???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer, mas… chegam sozinhas e saem sozinhas…
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos…
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dancer”, incrível.
E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém tem dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama...sexo de academia …
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas…
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção…
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós…
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos “ORKUT”, “PAR-PERFEITO” e tantos outros, veja o número de comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra viver sozinho!”
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal “beleza”…
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos…
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário…
Pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa…
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodé, brega, famílias preconceituosas…
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados…
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado…
“Pague mico”, saia gritando e falando o que sente, demonstre amor…
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais…
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida…
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois…
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: “Se um problema é grande demais, não pense nele… E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?”
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado…
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out.… ou in…
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos.
Queira do seu lado a mulher inteligente: “Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”…
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: “amo você”, “fica comigo”, então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo! “

Autor: Arnaldo Jabor

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A verdade é que ser anjo estava começando a me pesar,

Aí então resolvi pendurar as asas e caminhar...

Ownnnnnnn *-*


O melhor a fazer é ter a coragem de escolher.

Seja a escolha de lutar pelo seu desejo, ou para descobri-lo,

Seja a de abrir mão dele.

E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência...
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor.

Sim, a vida é insuficiente.

Mas é o que temos.

E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.”

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


Nesse dia das crianças resolvemos fazer algo diferente, juntamos amigos, movimentamos pessoas e bora fazer uma ação social pra criançada. Entregamos 300 sacolinhas surpresas em um bairro carente aqui da cidade.

Carente??? Olhando aquelas crianças observei que carência é uma palavra que descreve perfeitamente muitas delas, mas não é carência de dinheiro não, é carência de amor, de cuidado, carência de ser criança.

Com roupas maiores do que elas, narizinhos sujos, pés descalços num chão imundo e parecendo não se importar mais com o cheiro de esgoto que reinava no ar, elas vinham correndo em volta de nós pra receber aquele presentinho de Dia das Crianças, o único que ganhariam, abriam com os rostinhos iluminados e iam direto nos brinquedos, ou alguns mais afobados enfiava dois chocolate de uma vez na boca.

O que me chamou mais atenção, foi uma família que morava numa casa velha, rua sem asfalto, seis crianças, inclusive um bebezinho, mas o brilho no olhar daquela família era diferente, percebi que eles podiam ser carentes de dinheiro, mas não eram carentes de amor. Ali sobrava amor pra todas aquelas seis crianças. Uma delas falando comigo perguntou onde eu trabalhava e se eu ganhava muito, eu ri dizendo que dava pra sobreviver, e ela sorriu dizendo: Tia, minha mãe fala que todos os trabalhos são honrados e por menos que se ganhe, temos sempre que agradecer porque tem muita gente passando fome por aí. Perguntei no que a mãe dela trabalhava e ela me disse: Minha mãe cata papelão na rua. Meus olhos encheram de lagrimas, eu dei um abraço forte nela, desejei feliz dia das crianças e ela saiu pra brincar com os brinquedos que acabou de ganhar. Fiquei pensando. Agente sempre quer ter mais e mais, carro do ano na garagem, a casa dos sonhos, viagens pra todos os lugares, e essa família com seis crianças, levanta as mãos pro céu e agradece por não passar fome.

Percebi que aquela família, podia sim, como eu disse ser carente de dinheiro, mas eles eram tudo que qualquer pessoa gostaria de ser, eles eram nobres de coração, eles se cuidavam, se respeitavam e eu tenho certeza que se qualquer mendigo de rua pedisse abrigo na casa deles jamais seria negado.

Eu cheguei achando que daria presentes pra todas aquelas crianças, mas no fim, quem acabou recebendo os presentes fui eu, me ensinaram a sorrir mais e a ser feliz com o que eu tenho, ganhei um monte de abraço gostoso e agora convenhamos, tem coisa mais gostosa do que trabalhar pra criança?


FELIZ DIA DAS CRIANÇAS *-*




"Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

“Sorrir com os olhos. Falar pelos cotovelos, meter os pés pelas mãos. Em mim, a anatomia não faz o menor sentido. Sou do tipo que lê um toque, que observa com o coração e caminha com os pés da imaginação. Multiplico meus cinco sentidos por milhares e me proponho a descobrir todos os dias novas formas de sentir. Quero o cheiro da felicidade, o gosto da saudade, o olhar do novo, a voz da razão e o toque da ternura. Luto contra o óbvio, porque sei que dentro de mim há um infinito de possibilidades e embora sentimentos ruins também transitem por aqui, sei que devo conduzi-los com a força do pensamento até a porta de saída. Decidi não delegar função para cada coisa que eu quero. Nem definir o lugar adequado para tudo de bom que eu sinto. Nossos sentimentos são seres vivos e decidem sem nos consultar. A prova de que na vida, rótulos são dispensáveis e sentimentos inclassificáveis.”


"Mas veja, você deve continuar vivendo. É sua obrigação, neste mundo duro, manter vivo o seu amor, e seguir adiante, não importando como. Segure as pontas e vá em frente."

* *Stephen King* *

“Só tenho de continuar, como se houvesse algo a fazer,

algo a começar, algum lugar aonde ir.

Tudo se reduz a uma questão de palavras,

é preciso esquecer, eu não esqueci.”


"Uma vez, no recreio, comendo um Bis derretido, pensei isso, pela primeira vez: e se eu ficasse louca?
Vi minhas amigas trocando papéis de cartas, vi uns meninos correndo de testa suada, vi uma professora caminhar como alguém que pensava em alguém que ela encontraria no final do dia, vi tudo isso como se não pudesse ter, ver, ser.
E se eu ficasse louca.
Que triste para meus pais, que triste para a carteira vazia da escola, que triste para os livros plastificados com a etiqueta que dizia que era eu. Uma estudante, uma garotinha, com família, amigos, presilhas de cabelo, camisas brancas PP com um brasão que trazia um livro e um fogo.
Se eu ficasse louca tudo isso seria o quê? Pra onde iriam os materiais e as pessoas e o amor?
E se eu ficasse louca?
Quem iria me ver babar num canto de um hospital? Existe louco em casa? Mãe ama os loucos? Louco tem amigo? Louco tem livro plastificado? Louco começa e não para mais até acabar? Louco uma vez, louca pra sempre?
Converse. Respire. Pense em garotos. Pense em xampus. Vamos. Não fique louca. Mude de assunto. Pense na menina mais bonita do mundo e odeie. Dê nome pra loucura que ela deixa de ser. Sinta dor com nome que assusta menos. Caia na aula de educação física, rale o joelho, sangre, dói menos. Desembarace os cabelos e sinta que problemas se alisam. Faça o papel do Bis virar um barquinho. Isso. Conte uma piada. Se os outros rirem bastante. Se a sua estranheza puder ser amada. Qualquer coisa menos loucura. Pense naquela música da rádio. Não, você não está triste. Uma fofoca e pessoas em volta. Vá até o banheiro retocar o batom da moranguinho. O professor mais ou menos bonito, por ele.
Os outros. Olhe. Os outros. Vamos. Que data mesmo? Da guerra. Que data? Qualquer coisa. Menos louca. O hino. Sujou um pouquinho da meia. Limpinha. Dê nome aos problemas. Problemas com nomes são problemas e não loucuras. Sempre evitando que ela saia. Sempre segurando. Não caia dura no meio do mundo. Não se chacoalhe no meio do pátio. Não vomite só porque sei lá o que é isso impossível de digerir e nem quero saber. Não abrace sem fim porque é preciso sentir o vento com o peito sozinho. Terrível mas tem banho quente pra distrair. Não espanque, não soque, não chore sangue, não arranque a língua, não grite, não acabe.
Siga. Sorria. Mais uma prova. Mais uma festa. Mais um garoto. Sempre um pavor escondido mas nem era nada disso. Sempre uma tristeza abafada mas nem era nada disso. Sempre uma alegria exagerada que ninguém acolhe e o silêncio depois, fazendo curativos na pureza criando cascas.
Um dia você será. O quê? Normal. Um dia você será. Normal. Um dia. Enquanto isso, se distraia como a professora que ama, as crianças que trocam papéis de cartas, os garotos que correm. Eles estão se distraindo também e pensando "olha, uma menina comendo Bis".

“Queria aproveitar para fazer um elogio a mim, sim, chega de me detonar.
Queria te dizer, sua escrotinha que dorme comigo todas as noites, que nenhuma das vezes em que eu cheguei perto da janela e fiquei na ponta dos pés, eu estava sendo sincera.
Queria te dizer que, apesar de você se sentir imensamente sozinha de vez em quando, eu sou milhares, e todas essas milhares te acham a melhor mulher do mundo.
Queria bater palmas pra todas as vezes em que você sacrificou o que você mais amava em nome de seguir a diante com o teu fígado e todas as vezes em que você ficou pequenininha para que ficar grande fosse ainda maior.
Obrigada por nunca ter fugido de mim, obrigada por ter me encontrado, obrigada por estar aqui.
Confie que agora, de dentro de mim, conquistar o mundo vai ser ridículo.
Ah, e tem mais: sua bunda até que é bonitinha, mas o resto é um arraso!”

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Olhando pro nada ela sorria..

Ela sorria.

Poderia ter cometido um crime.

Poderia amar em segredo.

Poderia ter lembrado de coisas boas.

Mas ela apenas sorria.

Como quem abafa um suspiro.

Como quem guarda um segredo.

Mas não era, nem segredo nem nada.

Era felicidade e era muito.

– Não tem jeito meu bem, uma hora na vida a gente tem que ser feliz. Então é agora!