quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FELIZ RECOMEÇO!



“Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles.
Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos.
Em construir castelos sem pensar nos ventos.
Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim.
A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes.
Porque aprendi com a Dona Chica, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica.
Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.
E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos.
Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo.
Eu sei que vou.
Insisto na caminhada.
O que não dá é pra ficar parado.
Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola.
E refaço.
Colo.
Pinto e bordo.
Porque a força de dentro é maior.
Maior que todo mal que existe no mundo.
Maior que todos os ventos contrários.
É maior porque é do bem.
E nisso, sim, acredito até o fim.
O destino da felicidade, me foi traçado no berço.”

Bons ventos para nós, para assim sempre, soprar sobre nós
Feliz 2012

Ex-lagartas apaixonadas inauguram suas novas asas...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Yule


Primeiro dia do inverno (Solstício do Inverno).
Em 2011, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 21/Jun. às 14h17min (Horário de Brasília).
Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.
Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.
Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)
A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.


Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da ideia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam frequentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.
A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.
Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.


Eu escolhi minha última postagem no Blog antes do Natal para falar sobre a verdadeira festa e sua origem pagã, espero que tenham gostado.
E aproveito para desejar a todos um Feliz Natal repleto de alegria e paz em seus corações!!
Que a vida se renove dentro de cada um!
Um grande beijo!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

GALERA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS QUE SEGUE O BLOG

GENTE, um amigo meu perdeu a gatinha dele em São José dos Campos, por favor quem é da cidade ou conheça alguém de lá compartilhe essa foto e ajude a encontra-la!
Muito obrigado!


“Quem eu sou, ou melhor, o que eu sou?
Eu sou um pedacinho daquilo que como e que não como.
Daquilo que quero e não quero.
Daquilo que tenho e não tenho.
Daquilo que vivi e que não vivi.
Das saudades que sinto e que vou sentir.
Daquilo que eu amo e odeio.
Um pedacinho das pessoas que passaram e das que ficaram em minha vida.
Das pessoas que amo e das que não gosto.
Sou um pedaço de tudo que me rodeia, me cerca e me faz ser o que sou.
Logo, sou um pedaço.
Um pedaço que forma um inteiro.
Aquele EU, que ama, que sente, que quer e que deseja.
Sendo assim, não sou apenas eu.
Sou um pouco de você também misturado com amor, fé, esperança, medo, ciúme, verdade, mentira, ironia, paixão, solidão, querer, felicidade, presença e DESEJO.
Portanto, sou um pequeno pedaço nessa imensidão que se sente perdida, desfocada, iludida e sem destino.
Isso acontece com todos e, por ser um pedaço de todos, sinto=me assim também.
Porém, por ser formada de tantas coisas, decido que isso é fase (um momento da vida) e logo vai passar.
É só deixar o tempo trabalhar.
Ele fecha feridas, portas, janelas e começa tudo novamente.
Juntar todos os pedaços para formar uma parte maior.
Aquela parte que você vê.
O quem EU sou pra você!”

A todas as princesas Guerreiras


Uma Humilde homenagem as princesas que lutam todos os dias contra o câncer!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Querido Papai Noel



E aí senhor Noel como estão às coisas aí no Polo Norte??? Aqui no Brasil a coisa ainda está brava, muita fome ainda, miséria, os políticos ainda continuam corruptos e as pessoas continuam sendo egoístas umas com as outras, mas ainda existe também aquele calor brasileiro, aquele brilho diferente no olhar, aquele sorriso meio malandro com gargalhada solta e aquele aperto forte de mão. Então acho que agente ainda está do mesmo jeito.
Primeiro queria agradecer por ter trazido o Guns N’ Roses de novo no Rock in Rio, e o senhor já deve saber que eu não fui né >< mesmo pedindo o ano passado...não que eu seja muito mal agradecida, é que não deu mesmo pra ir, o senhor sabe, a grana tá curta e eu tive que escolher um dia pra poder ir, escolhi o dia do Metal porque Motorhead e Slipknot eu ainda não tinha visto, nem o Matanza também e eu queria muito vê-los, aí deixei o Guns de lado >< mas mesmo assim muito obrigado e desculpa pedir uma coisa que não deu pra pegar, coisa feia a minha, mas quando eles confirmaram eu agradeci o senhor viu, juro!!!
Ahhh...obrigado também por ter trago o show do Teatro Mágico no inicio no mês de dezembro *-* foi tão lindo!!! E obrigado por não ter feito chover também, por ter mexido seus pauzinhos aí com San Pedro e dado uma força pra gente aqui.
Enfim, acho que esse ano eu me comportei melhor né, não fui tão ruinzinha que nem ano passado e até mereço um presentinho *-* nem que seja um floquinho de neve aí do polo norte sr Noel, mas eu mereço, fui uma boa menina, me comportei bem, fiz as coisas direitinho...eu ainda to aqui batalhando pelos meus sonhos, com um medo danado de deixar tudo pra trás e sair pelo mundo a fora sem destino, o senhor sabe que esse sempre foi meu sonho, e agora parece que ele fica como uma coceirinha no cérebro me perseguindo, dizendo pra eu realiza-lo...mas ainda tem tanta coisa em jogo né? Tem o concurso, o mestrado, as provas que ainda virão, o futuro...nossa...como tanta coisa mudou do ano passado pra agora. O ano passado o futuro estava tão longe, estava no além-formatura, as preocupações eram os vestidos, os sapatos, a festa que estava chegando, o cabelereiro e as unhas...o fim de uma jornada de cinco anos, a sensação de dever cumprido. E no fim tudo passou, e começou a vida real, aquela que você tem que colocar a cara a tapa e enfrentar tudo, to indo bem meu velho, to indo bem, vamos ver onde essa estrada vai parar...rs
Como todo ano eu vim aqui pra agradecer pelos presentes que recebi durante o ano todo, então queria agradecer imensamente de novo pelos meus amigos, tesouros do meu coração que estão sempre comigo compartilhando tristezas e alegrias, dando ombro pra chorar e colo pra dormir. Obrigada mesmo por eles!
Queria agradecer especialmente (coisa mais Xuxa, mas vá lá) a minha família mais uma vez, a mais um ano de vida dos meus avós que eu amo tanto e que nem posso imaginar viver sem, as minhas tias, tios e primos todos, toda família buscapé que eu amo tanto! A minha mãe linda que é o verdadeiro anjo na terra e eu acho que eu nunca vou encontrar uma pessoa tão boa e generosa como ela, eu só espero que um dia eu possa chegar a ser metade da mulher que ela é hoje, obrigada de coração pela mãe mais perfeita do mundo, ao meu pai que faz de tudo pra eu ter uma vida confortável e feliz, e que mesmo sendo chato e não nos entendermos bem, eu o amo sim e agradeço por tê-lo na minha vida. Ao meu grande irmão, a minha cunhada e a minha coisa mais linda que existe na terra, minha linda Malu que está cada dia mais fofa e espertinha, obrigado por esse presente lindo, fofo, gostoso que eu amo tanto, espero que ela sempre conserve a inocência infantil que tem agora e que seja muito feliz!
Queria agradecer pelo Bo, que é um chato insuportável, que adora pegar no meu pé e me irritar, que tem o gênio mais horrível do mundo e que é uma das poucas pessoas que consegue me tirar do sério, mas que eu amo mesmo assim, amo muito e a cada dia mais, eu espero que tenhamos mais natais juntos como esse e que realmente a maldição tenha fim esse ano...obrigada pelo meu ogrodoce Noel! Quero pedir de presente pra nós dois se o senhor puder, muita paciência e compreensão porque eu acho que é isso o que mais precisamos, amor nós temos de sobra...rs. Obrigada também pela família maravilhosa dele que me acolhe sempre tão bem, que eles sejam eternamente felizes!
E pra terminar essa cartinha de agradecimento dos presentes que recebi durante o ano, gostaria agora de fazer meus pedidos pro ano que vem, os presentes podem ser parcelados em suaves prestações, sem pressa no seu tempo Papai Noel, quando o senhor achar que eu mereço. Mas não me deixe sem minha fé, não me deixe sem meus sonhos, sem a minha força de vontade e a minha perseverança. Não me deixe sem amor, sem amizade, sem a capacidade de perdoar e enxergar a dificuldade que o próximo passa pra eu ajudar. Não me deixe cega em frente às dificuldades do mundo. Não deixe a soberba entrar no meu coração, nem o ódio, a descrença num futuro melhor pra humanidade, não me deixe perder as forças, e quando o senhor ver que isso está acontecendo me envie um dos seus presentes, pode ser uma borboleta que pouse na minha janela, ou um cachorrinho que venha lamber minhas mãos na rodoviária de uma cidade qualquer, mas não me deixe desistir, me dê sempre esperanças de dias melhores!
Mantenha essas pessoas que citei um cima felizes, que seus corações estejam sempre abertos pro amor ao próximo e pra comunhão com a alma do mundo. Que elas se tornem pessoas melhores a cada dia!
E mais uma cartinha se encerra hein? Mais um ano nos comunicando! Então um feliz natal pro senhor e pra sua família, um beijo no focinho das suas renas, e um abraço de urso em cada um dos seus duendes, um cheirinho na fofuxa da mamãe Noel!

Beijos Enormes dessa sua Lora que te ama muito!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Silêncio

Quero esquecer que você está do meu lado me importunando.

Quero que você pare de dizer o que tenho de fazer.

Pare de se intrometer.

Se meu pai já percebeu, que quando a sua garotinha saiu por aquela porta não iria mais voltar, por que você não consegue?

Pare de me seguir, chega, sério.

Odeio quando você tenta me persuadir, murmurando no meu ouvido palavras vazias.

Vazias.

Entenda, sua opinião vale menos do que nada.

Você, com esse seu falso senso moral, tentando me ensinar alguma coisa?

Não seja hipócrita!

Você fica perguntando, sufocando.

Dê-me silêncio

Somente silêncio!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Sou metal, raio, relâmpago e trovão
Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será minha terra
Tem a lua, tem estrelas e sempre terá.

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

Tudo passa tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos...

“...Tá tudo assim, nem sei, tá tão estranho...
A cor dessa estação é cinza como o céu de estanho...”

”Existe prazer nas matas densas;

Existe êxtase na costa deserta;

Existe convivência sem que haja intromissão

No mar profundo existe música em seu ruído;

Ao homem não amo pouco;

Porém muito a natureza.”


“Meus olhos no rastro do sol, que a tempestade nunca apagou"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

“- Meu nome é Liberdade, menino.

- A senhora tem um nome muito bonito

- Não me chame de senhora, me chame de você. Eu sou você!”

‎"A floresta escura de abetos erguia-se carrancuda de ambos os lados do rio congelado. As árvores tinham sido despidas de sua cobertura branca de gelo por um vento recente e pareciam inclinar-se umas para as outras, negras e agourentas, na luz evanescente. Um vasto silêncio reinava sobre a terra. A própria terra era uma desolação, sem vida, sem movimento, tão solitária e fria que seu espírito não era nem mesmo o da tristeza. Havia um laivo de riso nela, mas de um riso mais terrível que qualquer tristeza um riso que era tão sombrio quanto o sorriso da Esfinge, um riso tão frio quanto o gelo e compartilhando a severidade da infa-libilidade. Era a imperiosa e incomunicável sabedoria da eternidade rindo da futilidade da vida e do esforço de viver. Era a Natureza, a selvagem, a de coração gélido, a Natureza das Terras do Norte.”

Em um passado distante...

‎"Gostaria de repetir o conselho que lhe dei antes: acho que você deveria promover uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar. Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro. A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências.”


Into The Wild.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

♥ O Teatro Mágico ♥

♥ ** SEXTO MÊS ** ♥

“Aquilo que dá no coração e nos joga nessa sinuca.

Que faz perder o ar e a razão e arrepia o pelo da nuca.

Aquilo reage em cadeia, incendeia o corpo inteiro.

Faísca, risca, trisca, arrodeia.

Dispara o rito certeiro.

Avassalador.

Chega sem avisar.

Toma de assalto, atropela, vela de incendiar.

Arrebatador.

Vem de qualquer lugar.

Chega, nem pede licença, avança sem ponderar.

Aquilo bate, ilumina, Invade a retina, retém no olhar.

O lance que laça na hora, aqui e agora, futuro não há.

Aquilo se pega de jeito, te dá um sacode pra lá de além.

O mundo muda, estremece.

O caos acontece.

Une o seu viver
com o meu...”

Te amo

♥ ** SEXTO MÊS ** ♥

Com todo meu amor, para sempre sua Bo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1° de Dezembro - Dia Mundial da Luta contra a AIDS


FICA A DICA GALERA!

Dezembro ♥

Moças dançam no ar
Coisas de que me lembro
E a canção de alguém
Foi no mês de dezembro

Dias de felicidade
E os cavalos na tempestade
São imagens a dançar
Que eu posso recordar

Muito tempo passou
E o fulgor da lareira
Na memória ficou
Disso eu sempre me lembro

E a canção de alguém
Foi no mês de dezembro

Impossível entrar dezembro e eu não lembrar desse filme e dessa música que são tão lindos: Anastasia

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Relatos de quem perdeu suas asas:

Sempre fui feita de nuvens e altos voos, o chão me limitava e eu odiava o limite! Sempre preferi os ares, até que numa noite escura eu caí de uma altura considerável. Fui perdendo altitude e enfim, a queda!

Doeu... doeu muito...

E só havia o chão, o frio e o escuro! A noite se mostrava tão longa e o dia parecia tão longe e eu precisava da aurora pra sair dali. A copa das arvores não me deixava ver a luz da lua nem das estrelas. Eu estava só no escuro!

A noite foi longa e desesperadora, o único som que havia era dos meus soluços! Foi tanto tempo no chão que os soluços se transformaram em murmúrios e depois em apenas sussurros, até que veio a calmaria...o silêncio...

Foi no silencio que eu me levantei e comecei a furar a teia daquele quadro sinistro, era preciso sair dali! O fio foi bordando estrelas na noite com um tom de ousadia e aos poucos eu fui vendo alguma luz. Das lágrimas que rolaram produzi poemas e canções, até que o cansaço foi mais forte. Ameaçou. Era a hora mais escura, aquela que antecedia o começo do dia. Eu quis desistir e me render ao cansaço, mas ao longe os pássaros começaram a cantar, eram a cotovia e o rouxinol.
Sorri.

E depois da última travessia para longe do medo e da agonia, a noite terminou! A manhã nasceu limpa e no chão para minha surpresa haviam flores, borboletas, árvores, pedras, grama verdinha, orvalho, joaninhas, havia tanta vida!

Quando enfim consegui ver o céu tudo era lindo! Apesar da claridade súbita ferir meus olhos eu não consegui fechá-los de tão admirada! O céu estava de um azul fraquinho, tingido com branco e dourado! Era ainda mais lindo visto daqui debaixo!

Aqui do chão, com tanta coisa vibrante, aconchegante e viva, eu me sentia segura agora! O céu ficou sendo só uma recordação, algo para ser guardado, e de vez enquanto, lembrado com um leve sorriso de satisfação. Não como algo arrancado, mas como algo renunciado por ser a melhor escolha.

Hoje o chão não me limita, mas me sustenta. Eu sei das marcas das minhas asas caídas, sei que um dia eu as terei de volta, mas por enquanto eu prefiro caminhar. As estradas são de pedras e machucam por vezes os meus pés, mas as flores com suas cores vibrantes ao redor dela compensam o sofrimento da caminhada, a agua fresquinha do riacho onde me sento a margem pra descansar é como um presente pela renúncia de voar entre as nuvens.

Ainda preciso descobrir tanta coisa aqui no chão, percorrer tantos caminhos e para quem sabe um dia reaprender a voar!

E foi assim, que eu, uma eterna apaixonada do céu, aprendi a amar o chão!

Esses dias nublados em que o céu fica todo molhado, o olhar meio perdido, a vida meio embaçada...

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Até a volta...


(...)Então tenho vontade de abrir todas as janelas da casa para que o sol possa entrar.
É isso que me ocorre pelas manhãs, sempre à mesma hora.(...)
Meus dias são sempre como uma véspera de partida.
Movimento-me entre as pontas como quem sabe que daqui a pouco já não vai estar presente.
As malas estão prontas, as despedidas foram feitas.
Caminhando de um lado para outro na plataforma da estação, só me resta olhar as coisas lerdo e torvo,
sem nenhuma emoção, nenhuma vontade de ficar.
As janelas abrem para fora, os bancos parecem-se aos bancos e os vasos foram feitos para se colocar flores em seu oco.
As coisas todas se parecem a si próprias.
Nada modificará o estar das coisas no mundo, e a minha partida ontem, hoje ou amanhã, não mudará coisa alguma.
Cada coisa se parece exatamente com cada coisa que ela é. Assim eu próprio, me parecendo a mim mesmo, de um lado para outro, entre cigarros sem sabor e jornais sangrentos (...).

CFA

‎25 de Novembro: Dia de Combate à Violência Contra a Mulher!!!!

"A data, estabelecida em 1981 durante o 1º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, é uma homenagem às irmãs Mirabal, ativistas políticas da República Dominicana, conhecidas como Las Mariposas. As duas foram assassinadas em 1960 durante o governo do ditador Rafael Trujillo. As irmãs foram mortas quando regressavam de uma visita a seus maridos, presos por oposição ao regime de Trujillo. A morte das duas ativistas provocou protestos dentro do país e na comunidade internacional, intensificando a oposição contra o governo. Trujillo acabou sendo assassinado um ano depois da morte das duas irmãs."


DENUNCIE!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Toda vez que um jovem ou uma criança morre é como se a alma do mundo chorasse. Choram os pais, os parentes, os amigos, e a alma do mundo...a alma do mundo sempre chora!

É mais uma esperança de dias melhores que está indo embora, é mais uma esperança de um mundo melhor que se vai...

Posso comparar a vida humana a uma rosa, quando nascemos somos apenas frágeis e delicados botões...tão tímidos e indefesos frente a todas as tempestades que possam machucar nossa frágil existência no jardim.

Com o tempo desabrochamos, somos lindas rosas, que todos admiram pelo perfume e beleza. Os mais velhos se curvam frente à beleza da juventude e o brilho no olhar de quem pode mudar o mundo, de quem pode tudo, basta sonhar e acreditar temos a vida toda pela frente!

Com o tempo nossas pétalas murcham, nossas folhas caem e completamos nosso ciclo pra que outro botão possa nascer em nosso lugar.

Quando no auge da nossa beleza somos retirados do jardim, tudo parece vazio, apesar das outras rosas ainda continuarem ali, falta uma, aquela rosa que pode não ser a mais bela, nem a maior, mas que deixa um buraco enorme, um vácuo no canteiro do nosso coração que nem a rosa mais bonita pode preencher...falta aquela rosa...aquela especial, pode ser uma que acompanhamos o desenvolvimento quando ainda era um botãozinho, ou pode ser aquela que conhecemos tão bela no auge da juventude, a falta e o vazio parecem estar presentes todas as vezes que fechamos os olhos e imaginamos o nosso jardim, agora ele já não é mais tão completo...

Retirar uma rosa do jardim em seu estado mais lindo é tão cruel, deixa tantas marcas, tantos vácuos...tantas dores nos corações...tudo deveria ser como num ciclo, botão, rosa bela, rosa murcha...por que retira-la no auge da juventude?? O jardineiro do Universo nunca responde, ele apenas escolhe, não importa muito o vazio no canteiro ou o caule que vai sangrar...ele retira pra colocar no vaso grande da sua mesinha da sala...ou quem sabe para plantá-la em outro lugar talvez...talvez...

Outras rosas irão nascer em seu lugar...outras mais belas, menos belas, perfumadas e exóticas...mas pro dono daquele jardim sempre existirá a falta daquela pequena, com uma pétala a menos, mas que o fazia sorrir ao passar por lá...

Dedicado à memória de B.V. e E.F

Rosas belas retiradas do jardim de Alice

“…And so lying underneath those stormy skies, she'd say:

_ Oh, I know the sun must set to rise!”