quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O amor quer abraçar mas não pode...


A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.

(Adélia Prado)

Borboletando



“Há duas maneiras de estudar borboletas:
persegui-las com redes e inspecionar os organismos mortos
ou sentar-nos em silêncio e observá-las dançando entre as flores.”


Nongnuch Bassham.

Eu gosto do lado avesso
Na verdade o que eu gosto mesmo é de ter muitos lados,
Invento vários personagens
Faço novas caretas
Desenhos novos traços.
Eu não quero ser invisível
não quero ser beje ou preto no branco
Eu quero ser rosa
Vermelho
Azul turquesa
Eu quero enxergar o que é invisivel aos olhos dos normais
Quero plantar um jardim por dentro
E passear por ele olhando as borboletas.
Quero uma vida de coisas simples,
Quero alegrias,
sonhos a serem realizados,
os sonhos mais sonhados.
Como pode alguém viver sem sonhos?

"...Amor, você jura que se nosso sonho acabar
vc vai buscar em outra padaria...jura?..."


"...sim sim amor, eu prometo que juro que busco sempre em outra padaria
e se precisar vou até na padaria de plutão buscar..."

terça-feira, 28 de setembro de 2010


"...Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés so mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor,
Sou Mistério..."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Atraso da Noiva (nada pessoal, apenas para descontrair) By: Malvadas


Ela acordou sem saber onde estava.
Estava ainda meio zonza.
Não sabia que peso era aquele em seu braço.
Muito menos lembrava porque sua face doía tanto.
Sentou na cama, olhou para o lado e viu aquele homem nu.
Era um belo negro.
Estava dormindo tranquilamente.
Passou o olhar no relógio que marcava oito horas.
Estava atrasada.
Suspirou.
O dia seria corrido.
Era o dia do casamento.
Faltavam apenas 10 horas para o sim.
Todos estavam alucinados a sua procura.
Não se importava.
Levantou e caminhou vagarosamente em direção ao banheiro.
Onde estava?
Quem era aquele homem?
E que delicia de homem!
Ligou o chuveiro,
procurou o sabonete e olhou-se no espelho.
Antes que o vapor sumisse com sua imagem,
percebeu que o rosto estava um pouco inchado.
Não conseguia imaginar o quanto havia bebido a ponto de apagar.
Enquanto a água percorria o seu corpo,
fechou os olhos e tentou se concentrar no que estava para acontecer.
Tentou imaginar o noivo em seu terno alinhado.
Imaginou como ficaria linda no seu vestido branco e lilás.
Saiu do banho e não encontrou o homem na cama.
Ficou assustada.
Já imaginou o pior.
Temia ficar largada em qualquer lugar,
sem documentos e dinheiro.
Ele estava sentado tomando café.
Não podia ser insensível,
por mais confusa que estivesse.
Não lembrava de nada.
Muito menos o seu nome.
O homem começou a dissertar sobre como a noite tivera sido maravilhosa.
Elogiou a performance dela.
Ela ficou constrangida.
Ele levantou e tocou a sua mão.
Ela arrepiou.
Lembrou que estava na boate,
despedida de solteira, amigas, bebidas, muitas bebidas...
Em certo momento, ele apareceu.
Começou a dançar.
Foi seduzida.
A maldita combinação desejo e bebida.
Quem pode com ela?
Lembrou que pediu a ele para ser seu presente!
Queria passar a noite com aquele homem e realizar todas as suas fantasias.
Todas aquelas que certamente só faria com um estranho.
Olhou ao redor.
Algemas, velas, chicotes.
Agora entendia porque se sentia tão cansada e dolorida.
Não tinha mais nada a perder.
Ele segurou em sua nuca e a virou.
Puxou ela contra o seu corpo.
Ela apenas cedeu.
Não existia escapatória.
Transou com ele loucamente de novo e,
dessa vez, estava sentindo cada aperto,
cada puxão, cada estocada.
As horas se passaram e ela mal percebeu.
Ela só queria gozar mais uma vez.
E assim foi o dia inteiro.
Estavam exaustos.
Ela lembrou do casamento.
Levantou, tomou banho e se arrumou.
Sabia que nunca mais veria aquele homem.
Quando chegou na igreja, ninguém fez uma única pergunta.
Teve o casamento mais lindo do ano.
Estava radiante.
Agora entendia porque as noivas se atrasam nos casamentos.
Dá sorte, mesmo.

Ops...
Esqueceram um par de asas em minha janela.
Ihh Agora já foi...
Voei longe!

Eu gosto de borboletas
principalmente as da cor azul,
cor do céu..cor da paz...do tempo..do infinito
gosto da calma que elas me passam
e gosto de você.
Derramo versos
Escrevo pequenas frases sem sentido só pra você
Descubro magia nas palavras
Quando piro respiro,
me viro
e lá vem você no meu pensamento de novo,
transpirando emoção...
Começo falando de borboletas
e acabo falando em você
Não adianta
descubro encantada que as palavras fluem
apenas por uma razão
A de ter você comigo a todo momento em meu pensamento

Aiai...vicio bom que me consome aos poucos...