segunda-feira, 7 de maio de 2012


Vazio..
Um eco escore pela minha mente...
Vazio...
Onde estão os sonhos? Os planos? Aquilo que eu queria?
Vazio...
Tudo mudou...
Em luto meus olhos focalizam o espelho a minha frente...
Vazio...
Percorro ruas, avenidas,
Entro em casas, violo lares...
Nada...
Palavras...
Preciso de palavras para explicar o que estou sentindo.
Procuro um velho caderno e começo a rabiscar...
Vazio...
Tudo se fecha sobre mim!
Não me encontro, não me acho, não me encaixo...
Uma avalanche de emoções me empurra para frente.
Fechada no meio das minhas palavras sem sentido algum...
No meio do escuro olho para o céu,
Quero voltar...

“Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para fogueira.”
















domingo, 6 de maio de 2012

Nessas tardes de outono...


Caminho pela tarde de outono, o ar está gelado, e pelo chão vejo caídas folhas amarelas, formando uma poça de óleo dourado aos meus pés, um cenário nostálgico para um coração solitário.
Sento no banco vazio daquela praça, aquela que outrora sentávamos juntos e uma lágrima escorre pela minha face. Sinto tanto a sua falta...
Eu fecho os olhos e sinto a brisa secando a marca que a lágrima caída deixou, como uma mão amiga, ela acaricia meu rosto e brinca com meus cabelos.
O outono me traz lembranças assim, coisas antigas transitam no ar amarelado deixando seu tom em meu peito.
O inverno está quase chegando. O frio que me faz tão bem e me acompanha nessas horas silenciosas de reclusão está cada vez mais perto. As vozes dentro de mim se calam pra admirar esse final de tarde de outono.
Olho o céu e admiro a noite sombria chegando, rasgando o céu claro do dia. As primeiras estrelas começam a surgir, pontinhos de luz que surgem nesse extenso véu negro.
É encoberto pelo véu negro que os demônios de minha mente chegam pra me assombrar.
A liberdade de outrora é aquilo que me prende em mim mesma hoje.
Sinto-me livre, porém é ao teu lado que quero voar, é em teu colo que quero repousar...
Minhas palavras saem pulsantes como as batidas do meu coração pensando em você.
Eu só preciso olhar em seus olhos mais uma vez, sentir seu abraço, sua respiração, só preciso disso pra aguentar mais um pouco essa dor, mas tudo se faz tão distante do meu alcance.
Tento dar o melhor de mim aqui sozinha, mas acabo virando uma paisagem de outono, amarelada pelas lembranças que ficaram tatuadas no meu corpo.
Sinto-me doente, fraca, sem esperanças e somente as tuas mãos tem a cura pro mal que me aflige a alma.
Eu respeito à distância e o tempo, que insiste em não ir mais rápido quando estamos separados, mas o que eu faço com o meu coração que dói em não te ter...tudo parece tão difícil sem você aqui!
As horas passam, o frio aumenta e a noite caiu completamente.
Preciso ir agora...
Querido, volte logo, um coração aqui te espera todos os dias naquele nosso lugar, debaixo das arvores com folhas amarelas de saudade.
Volte, tranque a porta e jogue a chave fora...

sábado, 5 de maio de 2012

Bo ♥


SÁBADO (05/05) vai ser possível ver a maior lua cheia do ano. Ela vai estar no ponto mais próximo da elipse – o perigeu – e vai estar a mais ou menos 356,955km da Terra, dando impressão que estará muito mais perto que o habitual. A vista da Terra parecerá 14% maior e 30% mais brilhante.

IMPERDÍVEL *-*

quarta-feira, 2 de maio de 2012

100 anos...

E eu fico aqui olhando pro nada...
O solo de guitarra continua tocando naquela vitrola e meus pensamentos seguem as notas musicais perdidas no ar.
São nestas velhas noites de outono que me encontro comigo mesma.
O gato vem se aninhando nos meus pés, que assim como a vitrola estão velhos e cansados.
Olho em cima da lareira e vejo minhas recordações, minhas doces recordações. Os sorrisos luminosos nos rostos jovens, o amor que durou por todas as estações de minha vida. Vimos juntos entrar outonos e mais outonos, abraçados, mãos frias segurando uma na outra, caminhando pela névoa nas madrugadas e olhando o céu.
Me lembro como se fosse ontem o gosto da sua boca.
Olho as crianças que vieram e as crianças dessas crianças...um ciclo do estações passando em minha cabeça nesse minuto.
Fechos meus olhos...15...20...30...40...50...100 e aqui estou eu...
Esperando a última estação nessa sala fria.
Existem pessoas que nasceram para fazer grandes coisas, algumas descobriram a cura de doenças, outras lutaram bravamente nas guerras, e aquele homem pisando na lua pela primeira vez...que ser humano fabuloso. E eu, bom, eu...penso acariciando o pelo da minha gata...eu amei! Eu não pisei na lua, mas construí com essas velhas e cansadas mãos todo aquele jardim de rosa lá fora...eu não descobri a cura de doenças que assolaram a humanidade, mas descobri uma simpatia caseira muito boa pra curar a alergia da minha filha, eu não lutei na guerra, mas me vesti como um guerreiro medieval pra espantar o valentão da escola do meu filho. Fui tantas personagens, fui tudo que eu sempre quis ser. Amada...
Fiz coisas simples assim, não sou ninguém especial, mas posso morrer feliz.
Ouço o barulho da agua fervendo, meu chá está quase pronto.
Abro a janela pro frio entrar, olho pro céu e sorrio.
Logo, logo estarei indo pra casa...

** Samhain **


31 de outubro no hemisfério Norte
&
1º de maio no hemisfério Sul

Samhain significa "sem luz" ou "fim do verão", à noite em que o mundo mergulha na total escuridão da alma, preparando-nos para a chegada das noites frias.
Essa é à noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e os espíritos daqueles que já partiram para o outro plano ficam mais acessíveis.
O poder de magia pode ser sentido no ar. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Esse ritual é dedicado aos ancestrais, à Morrighan, Dagda e Manannán Mac Lir.
Ocorre no pico do Outono e é o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita, o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados e preservavam sua carne para o Inverno.
É também escolhido para a comemoração do ano novo Celta, a colheita terminou, as plantas morrem e suas sementes ficam dentro do solo gelado esperando pela oportunidade de crescer; a Deusa reina como Anciã e o Deus está do outro lado do véu, no mundo dos mortos (Summerland), de onde vê o nascimento de sua semente, o jovem Deus renascido. Um momento misterioso que não pertence nem ao passado, nem ao presente, nem a este mundo e nem ao outro. É o momento onde os portões entre os mundos se abrem e o véu que os oculta, se torna mais tênue.
Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente, nas fogueiras ou no caldeirão, todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior. Este festival é sinônimo de quietude, introspecção e renovação - representada pela união sagrada de Morrighan e Dagda.
A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos, que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai dia 2 de novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. É observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.
Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas mortas naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samhain. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas para afastar os maus espíritos. Máscaras de abóboras também eram colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.
Na Irlanda antiga, todos os anos um novo fogo sagrado era aceso, com o qual se acendiam todos os demais fogos do vilarejo para queimar durante todo o inverno, com o objetivo de levar luz através do tempo escuro do ano.
Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.
Outro antigo costume de Samhain, considerado um festival do fogo, era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.
Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.
Samhain encerra o ciclo do ano, e no hemisfério Sul este período é marcado pela passagem mágica das borboletas, símbolo máximo da morte e renascimento, da impermanência e da liberdade.
" Tudo que foi perdido se encontra novamente,
sob uma nova forma, de um jeito novo".