Espaços vazios... Pelo que nós estamos vivendo? Lugares abandonados Eu acho que já sabemos o resultado De novo e de novo, alguém sabe o que nós estamos procurando? Um outro herói, outro crime impensável Atrás da cortina, na pantomima Segure a linha, alguém quer segurar um pouco mais? O show deve continuar, sim, Por dentro meu coração está se partindo Minha maquiagem pode estar escorrendo Mas meu sorriso permanece... O que quer que aconteça, eu deixarei tudo à sorte Uma outra melancolia, um outro romance fracassado De novo e de novo, alguém sabe pelo que nós estamos vivendo? Eu acho que estou aprendendo Eu preciso me aquecer agora Em breve estarei virando a esquina agora Lá fora está amanhecendo Mas dentro da escuridão estou ansiando para ser livre Minha alma é pintada como as asas das borboletas Contos de fada de ontem vão crescer mas nunca morrer Eu posso voar - meus amigos O show deve continuar... Eu irei enfrentar tudo com um grande sorriso Eu nunca irei desistir Adiante - com o show Oh, eu vou dar um lance maior, eu vou superar Eu tenho que achar vontade para continuar.. continuar com o show.. continuar com o show O Show - o show deve continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar... terça-feira, 29 de março de 2011
Espaços vazios... Pelo que nós estamos vivendo? Lugares abandonados Eu acho que já sabemos o resultado De novo e de novo, alguém sabe o que nós estamos procurando? Um outro herói, outro crime impensável Atrás da cortina, na pantomima Segure a linha, alguém quer segurar um pouco mais? O show deve continuar, sim, Por dentro meu coração está se partindo Minha maquiagem pode estar escorrendo Mas meu sorriso permanece... O que quer que aconteça, eu deixarei tudo à sorte Uma outra melancolia, um outro romance fracassado De novo e de novo, alguém sabe pelo que nós estamos vivendo? Eu acho que estou aprendendo Eu preciso me aquecer agora Em breve estarei virando a esquina agora Lá fora está amanhecendo Mas dentro da escuridão estou ansiando para ser livre Minha alma é pintada como as asas das borboletas Contos de fada de ontem vão crescer mas nunca morrer Eu posso voar - meus amigos O show deve continuar... Eu irei enfrentar tudo com um grande sorriso Eu nunca irei desistir Adiante - com o show Oh, eu vou dar um lance maior, eu vou superar Eu tenho que achar vontade para continuar.. continuar com o show.. continuar com o show O Show - o show deve continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar Continuar, continuar...
"A vida tem duas fases Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado ...Saber viver é a grande sabedoria Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, Aceitar suas limitações E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. Nasci em tempos rudes Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver.” Cora Coralinaterça-feira, 22 de março de 2011
(...)Aqui, no fundo do quarto onde sempre estou, o azul do céu encontra um jeito de entrar e sentar nas coisas com uma suavidade ladina, como um lorde inglês sobre a cruz perfeita de suas pernas, prometendo novidade, como um amigo inconveniente, esse azul, que não se aparta nunca
e se faz, o tempo inteiro, sentado ao nosso lado, na nossa cadeira, sem hora de sair. Jaz aqui mais uma vez a divina luz se erguendo em meus pés. Tudo a iluminar. E, vejo no espelho sem realmente o ver, algo por detrás da máscara de minha quietude, algo além de meus lábios cerrados, algo em mim do tamanho dessa luz, como se sua sombra fosse, grita um grito louco, um grito insano de beata louca que arranca os cabelos, puxando-os com a brutalidade de quem deseja expor o cérebro como quem tira uma seda de sobre um bouquetde flores, um grito de Maria I nos corredores do Palácio de Queluz se forma dentro de mim, se ergue grande como um Polifemo desesperado de medo, e eu sinto o meu corpo quando este sente a última vibração de um tremor que se espalhou por ele e se extinguiu sem que o sentisse deveras.
Não pode ser a vida sempre assim…
Quantos são? Os que sentem o momento exato em que essa escuridão sem remédio atravessa o véu que é entre o que é dia e o que é noite, essa que nos vem, nem bem Aurora terminou seu labor trazendo de volta a mão para junto do corpo pro Carro Solar passar pela sua frincha, se recorremos a mitologias. Ou sendo mais verdadeiro, quantos são os que sentem essa força demoníaca, essa força satânica, essa Uma escuridão, que cresce do nosso lado, talvez à nossa direita e faz a Terra girar à sua volta, à procura da iluminação desse astro distante e estagnado do céu de todas as gentes?…
Essa Claridade infinda, essa chama imperecível que não para nunca, não para um só dia de cair sobre essas nossas cabeças cobertas de anátemas…
O simples ato de levantar na manhã de todos amanhãs e vê que é dia mais uma vez…
…tem sido desesperador, olhar o sol outra vez, o calor na carne, a vida que pulsa…
E que mais? E o que mais há?
Não seja a vida sempre só isso…
Não pode ser sempre só isso, Céus…
…um girassol desesperado fitando o sol do nascente ao poente…
Pedindo: “Vida!”.
e se faz, o tempo inteiro, sentado ao nosso lado, na nossa cadeira, sem hora de sair. Jaz aqui mais uma vez a divina luz se erguendo em meus pés. Tudo a iluminar. E, vejo no espelho sem realmente o ver, algo por detrás da máscara de minha quietude, algo além de meus lábios cerrados, algo em mim do tamanho dessa luz, como se sua sombra fosse, grita um grito louco, um grito insano de beata louca que arranca os cabelos, puxando-os com a brutalidade de quem deseja expor o cérebro como quem tira uma seda de sobre um bouquetde flores, um grito de Maria I nos corredores do Palácio de Queluz se forma dentro de mim, se ergue grande como um Polifemo desesperado de medo, e eu sinto o meu corpo quando este sente a última vibração de um tremor que se espalhou por ele e se extinguiu sem que o sentisse deveras.Não pode ser a vida sempre assim…
Quantos são? Os que sentem o momento exato em que essa escuridão sem remédio atravessa o véu que é entre o que é dia e o que é noite, essa que nos vem, nem bem Aurora terminou seu labor trazendo de volta a mão para junto do corpo pro Carro Solar passar pela sua frincha, se recorremos a mitologias. Ou sendo mais verdadeiro, quantos são os que sentem essa força demoníaca, essa força satânica, essa Uma escuridão, que cresce do nosso lado, talvez à nossa direita e faz a Terra girar à sua volta, à procura da iluminação desse astro distante e estagnado do céu de todas as gentes?…
Essa Claridade infinda, essa chama imperecível que não para nunca, não para um só dia de cair sobre essas nossas cabeças cobertas de anátemas…
O simples ato de levantar na manhã de todos amanhãs e vê que é dia mais uma vez…
…tem sido desesperador, olhar o sol outra vez, o calor na carne, a vida que pulsa…
E que mais? E o que mais há?
Não seja a vida sempre só isso…
Não pode ser sempre só isso, Céus…
…um girassol desesperado fitando o sol do nascente ao poente…
Pedindo: “Vida!”.
APAGANDO...

Hoje é um grande dia,
Grande porque, grande porque, sei lá, acho que porque será longo.
Há certeza nesse dia.
Não aquela certeza vulgar;
a certeza de um falso testemunho que se esconde entre aspas.
Mas a certeza de que é a Certeza Aquela,
Aquela que talvez nunca se fez presente em meus dias tão escuros e ofuscados.
Hoje é o dia em que morrerei.
Hoje é o dia em que morrerei
e o sol não apareceu nesse dia que sinto que algo está a se apagar.
Há uma luz nessa escuridão,
uma voz na luz do fim do arrebol que se livra das nuvens,
bate na minha face e diz:
“Segue e apague a Luz”.
Tudo que fiz foi sempre banhado à incerteza
e só via como certo e objetivo a causa.
Mas hoje é diferente;
a causa, ela não tem importância,
e a única certeza está no efeito de meus gestos já definidos e concluídos.
Há uma mudança certa nessa certeza da mudança.
O dia lá fora, ele está se apagando enquanto resplandece mais e mais.
E, se as pálpebras cobrem-me os olhos,
e a escuridão toma conta de meu olhar…
há Algo a me Iluminar.
Eu que sempre olhei para a certeza pensando em deflorá-la,
hoje meu saber consciente olha para mim como quem esconde um segredo universal.
Voei antes de bater as asas,
e não importa o que faça,
pense ou sinta agora,
nada vai apagar o que ainda está por vir;
o espaço mudo que separa essas linhas
do momento sorridente de meu m’encontrar.
Estampas n’alma.
Nada jamais será igual depois de cantado;
uma canção composta nada jamais será senão uma canção composta
– ecos na existência do ter existido.
Pousou minha fé.
Esperança cuida das marcas que traçou.
Minha convalescença,
ela faleceu antes de mim?
A primeira hora do dia;
o auge da noite,
quanto tempo falta?
Corda?
Não preciso dela para falar com Papai do Céu.
O frio de uma lâmina que retraia a garganta que queima mais uma vez?
Não.
Morrerá o pronome e o que ele É.
Aquele que só existe n’outro.
Apaga a escuridão.
Certeza dos comensais do outro lado,
eles esperam – eu vou.
Essa é minha carta de despedida para mim mesmo.
É hora de remar.
Hora de amar.
Do s’enterrar.
Adeus, meu igual.

Hoje eu abri meus olhos, eles estavam pesados e a claridade os feria.
Voltei a olhar pra dentro de mim, encontrei o mesmo vazio que estava ali ontem, um vazio silencioso e oco, nada havia sobrevivido.
Levantei.
As sombras ainda estavam ali,
As mesmas de ontem a noite que não saíram de perto de mim.
Elas também querem me enlouquecer eu acho...
Sorri pra elas, “vocês estão quase conseguindo, mais um pouco e vocês acabam comigo.”
Ouvi um silvo, um animal, elas estão felizes...
Tomei um banho frio,
A febre havia baixado e eu sinto calor.
Ouvi um choro
Minha sobrinha chorava,
Apavorada com as sombras,
Pedi pra se afastarem:
“VoCês já tem o que querem,
Deixem a criança em paz.”
Sai do banho,
Me olhei no espelho,
Estou mais pálida que de costume,
Nos olhos um vazio,
O nada.
Coloquei a blusa preta de gola alta
Pra esconder as mutilações no pescoço
Não preciso de olhares tortos sobre os machucados.
O visual negro.
A maquiagem foi passada mas que o necessário,
Escondendo os traços frios
Um rosto de porcelana
Percebi que minhas mãos tremiam...
Eu ia entrar em choque de novo,
As sombras se aproximaram,
Eu sorri.
“Dessa vez não.”
Sai.
O dia esta cinza
Dia Velho como eu costumava dizer.
O vento brinca com os meus cabelos loiros.
Passo por uma senhora
Que mora perto de casa
E todos dizem que é louca.
Ela me olha: “VoCê está mais bela hoje.”
Eu sorrio: “É porque estou morta”
Escuto o silvo do animal.
Adieu, mon cherie
Você não precisa saber que eu choro,
Porque me sinto pequena num mundo gigante.
Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente.
Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras,
que eu escrevo o tempo todo,
em qualquer lugar.
Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento.
E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente
e excluir você dessa minha segunda vida,
porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim:
lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos.
E a segunda opção ninguém mais tem...
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