quarta-feira, 22 de maio de 2013


“No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta.
E no planeta um jardim
e no jardim um canteiro
no canteiro uma violeta
e sobre ela o dia inteiro entre o planeta e o sem-fim
a asa de uma borboleta.”

Cecília Meireles

quarta-feira, 15 de maio de 2013

domingo, 12 de maio de 2013

*♥* 23 meses *♥*


Nossas conversas sempre tem um fundo de dor irremediável, de sangue e cheiro, de prosa do avesso, de verdade, de amor.
Uma poesia com versos bagunçados e sem rima que alguém deixou escondida na mesa de trabalho, mas que todos os dias recita pra se lembrar de como aquilo faz todo sentido do mundo.
Nosso amor tem um quê de loucura, de apego, de magnificência destemperada e ao mesmo tempo possui um tom blasé de tanto fez e tanto faz.
Um romantismo vitoriano de suicídios descabidos e sacrifícios por promessas vãs.
Uma mistura que engloba sentimentalismo exagerado num copo de agua ardente pra descer queimando ainda mais.
Mãos atadas pelo simples compromisso de darem bem por toda uma vida, de se quebrarem e se concertarem quantas vezes forem necessárias, morrer pra renascer a cada estação mais belo, é tempo de amor (im)perfeito no meu jardim.
Escuto você falar de amor de uma maneira que me emociona, são os seus gestos que passam despercebidos pro resto do mundo que mais revelam a mim o seu amor, o olhar parado estudando cada centímetro do meu rosto, o sorriso sem graça após uma mordida na maça do amor, a brincadeira com meus cabelos, a sua preocupação em sempre me tocar, deixar suas mãos sobre as minhas na mesa do bar, colocar seu pé entrelaçado no meu ao ver TV.
Recebo de bom grado cada demonstração desse seu amor por mim, sem ser piegas ou fazer afronta a qualquer definição poética de amar, longe das vaidades sociais, e dos padrões distorcidos dos relacionamentos, teu amor é o cantinho aconchegante onde eu quero sempre descansar do mundo.
Não faz diferença seus adjetivos, seus plurais, suas conjugações, suas fantasias e esperas, não importa em que estação estamos ou quanto tempo nosso amor irá durar, o que importa é ver a grandeza do eterno dentro dos seus olhos, e isso é o que me faz continuar todos os dias.

Feliz 23 meses

“...But love will bloom even in gloom...”

Te amo  



quarta-feira, 1 de maio de 2013

** Samhain **


31 de outubro no hemisfério Norte
&
1º de maio no hemisfério Sul

Representa o fim e o começo do Ano Celta.
Samhain é conhecido como a Noite Sagrada que marca o início da parte escura do ano, com a proximidade do inverno, simbolizando o fim da colheita. Ritual dedicado aos ancestrais, à Morrighan, Dagda e Manannán Mac Lir.
A comemoração do Ano Novo Celta é um momento misterioso que não pertence nem ao passado, nem ao presente, nem a este mundo e nem ao outro. É o momento onde os portões entre os mundos se abrem e o véu que os oculta, se torna mais tênue.
Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente, nas fogueiras ou no caldeirão, todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior. Este festival é sinônimo de quietude, introspecção e renovação - representada pela união sagrada de Morrighan e Dagda.
É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita.
Nesta noite o Velho Rei morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.
Samhain é um dos quatro grandes Sabbat e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas adivinhatórias foram associadas à Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.
Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.


“...Gira a Roda sem parar
E festeja a escuridão de Samhain,
Rumo a um novo despertar.
Onde a noite ultrapassa o dia enfim...”


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Namore uma garota que lê ( by Rosemarie Urquico)


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gosta de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, E. E. Cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade, mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve...

Tão mágico...tão eu em cada linha...


sábado, 27 de abril de 2013


“...Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...”

Legião Urbana