
E hoje eu tenho uma única certeza,
Que me lava a alma e me enche de orgulho
eu finalmente tenho alguém pra viver pra sempre .

Realmente não acredito que alguém consiga ser plenamente feliz sozinho .
A gente se distrai muito até encontrar o amor de verdade.
Desculpe, mas sou piegas assim: ACREDITO NO AMOR DE VERDADE!
Você pode encontrar muita gente pelo caminho.
Muitas enganações, muitas promessas, muitos beijos, muitos corpos e corações.
Mas a gente sente quando ele, o amor, chega pra ficar.
Você sente pela sensação de conforto que ele oferece.
Pela calma.
Pela paz.
Por ajeitar tudo lá dentro do peito.
É que as paixões nos bagunçam, nos desarrumam...
O amor arruma tudo.
O amor faz uma faxina emocional.
O amor deixa tudo limpo, novo, claro.
A paixão dá uma sensação de poder, faz o chão sacudir, seu corpo balançar.
O amor traz segurança, tranquilidade.
O amor é sereno.
Durante muito tempo eu quis sentir aqueles efeitos e reflexos de paixões.
Elas arrebentam, arrebatam, atormentam.
O amor, não.
O amor tem o mesmo efeito de um abraço bem longo e apertado.
Ele te deixa com a cabeça nas nuvens e os pés no chão.
É que amar é ter os pés no chão.
Olhar para frente junto com o outro.
Amor é realidade, dia a dia, dificuldade.
Amar é vencer uma batalha todo santo dia.
Porque não é fácil conviver com alguém.
Não é fácil dizer olha te entrego meu coração, meu sentimento, minha emoção.
Olha, cuida bem de mim.
Cuida do que eu sinto.
A gente tem que baixar a guarda, engolir o orgulho, se deixar levar.
Se perder para se encontrar.
O amor é um encontro.
De você com você mesmo.
Amar é se ver nos olhos do outro .
Mesmo que ele esteja com os olhos fechados.
Acredito que existem amores saudáveis e amores prejudiciais.
Amor saudável é aquele que une, junta, agrega.
Amor prejudicial é aquele maluco, possessivo, que separa, que isola.
É muito ruim quando seus amigos ou família não gostam da pessoa que você escolheu para viver junto.
Amar é querer reunir todo mundo que mora no seu coração.
Ainda bem que eu consegui. E consigo isso todo dia.
Eu e o Bo ^^

Ele anda o dia inteiro pra lá e pra cá, trabalha e estuda pra caramba, mas no fundo é apenas um garoto com toda sua falta de juízo e o rosto mais lindo do mundo.
Eu? Vou junto!
Com a vida também em ritmo acelerado. O dia inteiro pra lá e pra cá, o dia inteiro em pensamento acompanhando ele e ele me acompanhando.
O dia inteiro desejando que ele apareça para me dar vida, e que os dias passem voando pra eu ficar nos seus braços de novo.
Sentindo um vazio quando ele vai e uma sensação de alivio quando ele volta.

Nesta terça-feira, 4 de outubro, é celebrado o dia do amigo dos animais e da natureza, padroeiro São Francisco de Assis.
Não sou devota, mas acho a historia de São Francisco uma das mais bonitas. Ele nasceu em 1182, de uma família burguesa da cidade de Assis, na Itália. Com 20 anos abandonou todos os bens materiais que desfrutava da família e “entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simplicidade e no amor total a todas as criaturas”. Foi um ser humano que espalhava amor, paz e o bem por onde passava terno e amoroso, amava os animais, as plantas e toda a natureza.
Então como hoje também celebramos o dia dos animais, fica aqui o meu apelo pra que possamos cuidar mais de nossos bichinhos, respeita-los e ama-los, porque eles sentem como nós seres humanos e denunciar todo e qualquer abuso e violência cometido contra eles.
"Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida"
São Francisco de Assis

“Hum... tem gosto de infância!”
Fechei os olhos saboreando aquela bala de morango, ela me remeteu a muitos anos atrás, pensei naquela menininha de tranças, saindo correndo da casa da avó, com algumas moedinhas que acabara de ganhar, sorrindo jogava tudo no balcão da vendinha da esquina: “Me vê aquela balhinha quadrada de morango!”
Aquele gosto...
Isso acontece também com o cheiro do giz de cera, cheiro de jardim de infância, de pintura toda borrada tentando cuidadosamente não sair das linhas, coisa que eu nunca consegui. Acho que nunca tive talento pra pintura...
As coisas passaram tão rapidamente.
O gosto da bala acabou, o cheiro de giz de cera se espalhou com o vento, estava novamente na minha sala de trabalho, o computador com planilhas abertas em frente a mim, e a minha mesa uma bagunça (precisava organizar aquilo com urgência.)
O tempo passa muito rápido pra nós, seres humanos, damos voltas e voltas em torno do sol, e muitas vezes não saímos do lugar, aquele eterno casulo que nos aprisiona na mesmice do cotidiano. Falamos da saudade do namorado que mora longe, dos planos pra entrar na academia amanha, nas horas de estudo que serão gastas, nas viagens, no futuro...pensamos tanto no futuro que muitas vezes esquecemos do presente, esse que estamos agora, e que esta todo embrulhadinho esperando pra ser aberto e modificado se preciso.
Vejo o presente como aquele brinquedo de Lego, onde você construía o que queria, bastava ir juntando as pecinhas uma nas outras, dali saiam castelos, pontes, pessoas...o que nossa imaginação permitisse.
Passamos por medos de infância, daquele bicho papão escondido debaixo da nossa cama, pro medo do assaltante que nos espera sorrateiramente na esquina. Vivemos aprisionados em casulos de obrigações, casulos de falta de tempo, casulos de responsabilidades insanas, casulos de “nãopodefazerisso” que raramente damos espaço pras nossas asas crescerem.
As vezes fico me perguntando onde será que perdemos aquele “Teen Spirit”, será essa a grande charada do universo? Nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, ganhamos dinheiro, casamos, procriamos, gastamos dinheiro, morremos...será isso enfim o cheque mate? Nos condicionarmos como ratos em laboratórios programados pra no fim seguirmos o mesmo trajeto de saída do labirinto?
E se eu escolhesse diferente? E se eu quisesse fazer como Christopher McCandless? Meus pais provavelmente me internariam no hospício, ou eu seria dada como uma rebelde sem causa que teve tudo nas mãos e não soube dar valor. Mas que valor? Valor material?
QUERO MINHAS ASAS!
Quero sair desse casulo de obrigações, de faz de conta que me impõem a sociedade, quero voar, quero passar pelas pessoas nas ruas escuras em noites de neblina e sorrir, pois somos cúmplices de um espetáculo da natureza, não quero ficar com medo pensando que pode ser um assaltante. Quero cumprimentar com abraços meus amigos e quero beijar suas faces dizendo: Hey eu te amo! Quero que todos ouçam isso e não digam que eu vulgarizo o verbo amar, porque o amor não é vulgar, ele foi feito pra estar em nossas bocas no cotidiano, amar mais, amar!
Se admitirmos que nossas vidas é somente regida pela razão, então estamos destruindo toda e qualquer possibilidade de vida!!! Estamos destruindo as emoções.
A passos lentos sinto algo se mexendo aqui dentro de mim. Serão elas aparecendo? Minhas asas? Não sei, mas quando paro por alguns segundos pra analisar, eu vejo um pontinho de luz no meio da escuridão, abriu-se um buraquinho no meu casulo, acho que essa é a hora!
Sorrio, enfim, esta chegando a hora de fazer a diferença!
“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”.
* * Rubem Alves* *