"Eu abri os olhos - ridiculamente ansiosa - e lá estava ele, meu milagre pessoal. Meus olhos acompanharam suas feições: o quadrado do queixo, a curva suave dos lábios cheios – agora retorcidos num sorriso - a linha reta do nariz, o ângulo agudo das maças do rosto...Deixei os olhos para o final, sabendo que, quando olhasse dentro deles, talvez perdesse o fio do pensamento. Eles eram grandes, calorosos como ouro líquido, e emoldurados por uma franja grossa de cílios escuros. Olhar seus olhos sempre fazia com que eu me sentisse extraordinária - como se meus ossos tivessem virado esponja. Eu também ficava um pouco tonta, mas isso devia ser porque eu me esquecia de respirar. De novo."
Quando você me liga agente sempre tem aquelas conversas de solidão e tédio do mundo...e agente sempre resolve ser feliz pra sempre!
Falamos que o mundo tem suas limitações, pra depois resolver que não tem limitação nenhuma, que se agente quiser, podemos conquistar os Sete Reinos, como no Game of Thrones...
E toda noite antes de dormir voce me conta historias, cada uma mais maluca que a outra, sobre guerras no espaço ou sobre o tom único de rosa que queria se matar por não ter lugar no mundo...
Agente sempre muda de opinião juntos e acaba tornando a vida menos solitaria e tediosa...
É tudo tão simples!! Mas ao mesmo tempo tão complicado...
Você é tão “namorado mais perfeito do mundo” que as vezes tenho medo de te perder numa dessas esquinhas da vida aí...
Eu sou só uma menina, que sim, tem chulé as vezes, tem bafo as vezes, tem ataques de histeria, ciúme e infantilidade às vezes...tá bom vai, confesso que é mais do que às vezes, mas se você me ocupar com bom papo e carinho, eu juro que esqueço um pouco meu lado que não sabe se relacionar...só cuida de mim pra sempre ><
Peraí...tá tocando meu cel aqui...ahh é você *__*
Pra dizer que está na hora de tomar remédio e me lembrando que preciso me cuidar!
Bo meu...eu já disse o tanto que te amo hoje??
Nãoooo???? Que ingrata eu sou =/
Mas assim óhhhh...eu te amo muito muito mais que o infinito e além dele...e eu não sei viver sem você!!!!
Saudadess....
O amor comeu meu nome
minha identidade,
meu retrato...
O amor comeu minha certidão de idade,
minha genealogia,
meu endereço...
O amor comeu meus cartões de visita,
veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome...
Comeu minhas roupas, minha meias coloridas e minhas blusinhas,
comeu metros e metros dos canos longos das minhas botas.
O amor comeu a medida dos meus casacos,
o número de meus sapatos,
o tamanho de meus lenços...
O amor comeu minha altura,
meu peso,
a cor de meus olhos e de meus cabelos...
O amor comeu minha paz e minha guerra,
meu dia e minha noite,
meu inverno e meu verão...
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte...
e Hoje...tudo é Amor!
"...Já não me preocupo se eu não sei o porquê,
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê.
E eu sei que você sabe, quase sem querer,
que eu quero o mesmo que você..."

"Quando vocês lerem esse artigo (domingo) eu estarei longe da minha cidade natal e atual. Estarei em Curitiba, far far away, passando o final de semana com meu bem-me-quer. E obviamente não estarei estudando.
E sempre me pergunto, quando vou para lá ou quando ele está por aqui: até quando viveremos nessa ponte aérea e (ou) até quando estudarei sem colher esses frutos, que serão tão benvindos, do meu árduo trabalho?
Imagino que todos vocês se sintam assim. Ao menos às vezes.
A resposta é simples: até a plenitude do tempo.
Até tudo estar pronto. Até o momento, invariavelmente, correto.
Mas quando esse tempo chega?
Não tem como acelerá-lo?
Não tem como adiantar o relógio?
Infelizmente não.
Ou melhor: felizmente não.
Isso porque a plenitude do tempo é aquele em que eu estarei pronta.
Para começar uma nova etapa da minha vida. Para iniciar um novo trabalho, para mudar de cidade, para viver perfeitamente minha vocação (profissional e pessoal). Pronta para mudar.
Pronta para continuar minha pequena missão que é viver, e viver bem. Feliz.
Mais feliz?
Não. Apenas um feliz diferente.
Porque ainda que eu não entenda porque o tempo ainda não chegou, devo viver o atual da mesma maneira feliz. Feliz pela oportunidade de continuar lutando. Feliz por ter um amor com quem sonhar junto. Feliz por poder estudar todos os dias com a mesma honradez de sempre.
E hoje à tarde já sei o que irá acontecer.
Voltarei, novamente, para casa com o coração apertado como sempre.
Mas ainda sim. Ainda que esteja sofrendo por dentro, e novamente me perguntando porque o tempo não chegou, ainda assim estarei feliz.
Porque amanhã é segunda-feira e novamente terei oportunidade de recomeçar. E de viver mais um pouquinho até o tempo certo chegar. E de me preparar, devidamente, para os momentos novos que virão.
Por isso, caríssimos, espero de coração que vocês não esperem muito para serem felizes. A plenitude desse tempo chegará, e a sua plenitude também. As respostas, por mais que a procuremos, muitas vezes não cabem a nós. Então, tudo o que podemos fazer é ir até a cidade do nosso bem-me-quer e sermos felizes. Ou passar um final de semana gostoso, se divertindo com os amigos e parentes. Ou ficar quietinhos, assistindo nossos filmes preferidos e descansando um pouco do peso da semana. Ou ... ou .... ou....
As possibilidades são infinitas e correspondem à nosso estilo de vida mais próprio.
Mas existem.
Só basta que sejam felizes.
Não é mesmo?
ANA PAULA DE OLIVEIRA MAZONI e concurseira por vocação."
Nota de Alice: Achei esse texto no Blog do Concurseiro Solitário e me identifiquei na hora, eu também vivo correndo entre varios lugares pra ver meu bem querer e fico me perguntando até quando vamos continuar nessa rotina...essa nossa vida de concurseira não é facil, deixar quem se ama um pouco de lado, seus amigos, seus parentes, tudo por um sonho e a conquista de uma meta...é uma coisa muito dificil pra quem assim como eu é apegada demais as pessoas! Mas se eu pensar apenas nos obstáculos,e deixar pra ser feliz mais pra frente eu talvez nunca seja feliz de verdade. A verdadeira felicidade não está na chegada ao topo da montanha, mas no caminho lindo que se percorre até lá, lógico que quando se alcançar o topo a vista será uma coisa maravilhosa e única, o tão almejado lugar ao sol...mas até lá, não custa nada observar a beleza das arvores e das flores pelo caminho...sejamos então felizes meus caros amigos!!!
“Não conseguimos! Não deu tempo! Perdemos mais uma filha!”
"Numa noite, zapeando a TV, deparei-me com uma voz. A voz era uma mulher...
Que coisa linda aquela voz forte e diferente. A beleza era a voz sem enfeites ou voz, olhei para o seu rosto e seus cabelos (exagerada a maquiagem e cabelos volumosos e escuros). Mas, eu só “via” a voz. Peguei o finalzinho do show. A vontade era ter de imediato um CD, um DVD. “Quem era ela?” Amy Winehouse! Isso foi há dois anos e meio. Fiquei encantado, mas não acompanhei mais.
Tempo depois, novamente me encontrei com a cantora de nome difícil de pronunciar. A notícia, agora, ligava sua voz à desfiguração de seu corpo, aos escândalos de sua vida pessoal desregrada, à dependência do álcool e do crack, ao seu namoro conturbado e polêmico com algum artista.
Fiquei muito triste e chocado pelas imagens; não teve como não pensar em muitos jovens no Brasil. Pensei no talento daquela moça, na riqueza de sua voz poderosa, em toda fama e dinheiro, pensei na família dela...Ela tinha tudo para dar certo!
Não sei...Talvez não...O que aconteceu? Não a vejo diferente dos nossos filhos do Brasil.
Talvez fosse uma “pobre jovem” igual a milhares, milhões de filhos e filhas perdidos de suas famílias, meninas e meninos perdidos no vazio de sentido, desorientados por uma sociedade que cria os seus mitos e ídolos, seus derrotados e desacreditados, seus compulsivos consumidores, seus filhos inseguros e medrosos quanto ao futuro, seus jovens alienados pela dependência química...
A sua música mais reconhecida e premiada (REHAB, Reabilitação), cantada por adolescentes e jovens, gente dependente química, talvez tenha se tornado o grande hino do “NÃO” à esperança e ao sonho, e um SIM ao erro de querer e conseguir sozinho na luta contra as drogas. “Tentaram me mandar pra reabilitação. Eu disse: "não! Não! Não...E mesmo meu pai pensando que eu estou bem, ele tentou me mandar pra reabilitação, mas eu não vou! Não vou! Não vou!"
Um produtor musical fez uma crítica direta e emblemática: Vimos a vergonha e a tristeza de uma tragédia assistida e festejada por milhares de pessoas, especialmente jovens.
Ele falava de um show dela em Florianópolis, SC, em que a cada intervalo que a cantora se abaixava para tomar uma dose de bebida alcoólica, a platéia delirava e batia palmas.
Como é triste a celebração da decadência e da fragilização da pessoa humana. O meu sentimento é de tristeza mesmo – era uma Filha. “Não conseguimos! Não deu tempo! Perdemos mais uma filha!”. E, talvez digam que “ela não quis”, ou que “preferiu a vida boa”. Talvez digam que “era uma fracassada, uma coitada”?
Quantos bateram palmas ante sua loucura performática e irreverente? Quantos agora derramam lágrimas e hipocritamente pegam versos de suas canções para dizer que Amy permanecerá eterna? Mentira.
A verdade é nua e crua: não há beleza ou glamour em um corpo comido e corroído pelo álcool e pelo crack ou qualquer outra droga que seja!
Testemunhamos naquela moça genial o que todo o dia acontece pelas cracolândias do Brasil e do mundo, no submundo da solidão das drogas e da prostituição.
Ainda, no trecho da canção: “Eu não quero beber nunca mais. Eu só, só preciso de um amigo...”. Abraço, carinho, palavras bonitas, calor humano, a proteção familiar, é o que tem faltado pra tantos dos nossos filhos e filhas jogados fora todos os dias. O mundo está doente. O mundo precisa de abraço, de palavras fortes e cheias de amor humano. O mundo precisa de Deus e de pessoas que tenham coragem de cantar novos refrãos de esperança de vida verdadeira.
O mundo precisa de pessoas que lutam todos os dias e não desistem. O mundo precisa de pouca coisa e que custa quase nada, é de graça.
O mundo precisa de amor falado, repartido e celebrado.
“O mundo precisa de novos refrãos de esperança de vida verdadeira!!!”
Pe. André Luna
Nota de Alice: Eu não gostava da Amy e não chorei sua morte. Me senti fragilizada apenas, como me sinto fragilizada e incompetente cada vez que vejo uma criança se perder nas drogas ou pedir esmola descalça com o frio na esquina de casa...sinto pela Amy, como sinto por cada jovem. Sinto pelo mundo cada vez mais sem esperança...As crianças pedem socorro..quando será que vamos acordar desse estado patético de inércia e fazer alguma coisa por nós mesmos???
"Para atravessar agosto, ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu- sem o menor pudor, invente um.
Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista.
Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês.
Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se , e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques-tudo isso ajuda a atravessar agosto."