quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011


Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto!
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu não respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu não suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...

Paixão: Estado de Emergência!


Nunca se tem certeza do que alguém pode realmente significar.
Quer dizer…
As pessoas tem importâncias diferentes na nossa vida.
Uma pessoa que possa vir a ter uma importância diferente
começa por despertar aquele básico sentimento da simpatia.
A pessoa é tão incrivelmente simpática,
comunicativa que até dá vontade de conversar com ela pra sempre.
Aí surgem as semelhanças...
Tanta coisa parecida que até parece impossível alguém assim existir:
“Penso da mesma forma…”,
“Nossa, não acredito! Eu adoro isso também”…
Os dias passam e o pensamento parece estar enguiçado:
não vai pra frente nem pra trás.
Só quer saber de pensar naquela pessoa.
Parece até um vício.
Mas vício tão bom que nem dá vontade de ser diferente.
Sabe aquela coisa de sorrir no meio do dia porque a imagem da pessoa veio na cabeça? Ou porque ouviu o mesmo nome em algum lugar…
Ou alguém disse algo muito parecido com que o outro disse.
Ou uma música…
Um lugar…
Um texto…
Um contexto!
A conexão é tamanha que as coincidências não são poucas.
A mesma música ouvida.
O mesmo lugar visitado,
o mesmo desejo…
Ah, o medo de, no fim, ser tudo uma grande cilada.
Cilada da vida.
E quando saber?
Depois que esperar, viver, sentir…
Até saber que se apaixonar é o melhor risco da vida!
E que viver a paixão é declarar a necessidade de um estado de emergência!
Ou não?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


...O amor é lindo
faz o impossível
o amor é graça
ele dá e passa
O amor é livre ...

Longe, lá de longe
de onde toda a beleza do mundo se esconde
Mande para ontem
uma voz que se expanda e suspenda esse instante
Lá de longe
de onde toda a beleza do mundo se esconde
Mande para ontem
uma voz que se expanda e suspenda esse instante
Lá de longe
de onde toda a beleza do mundo se esconde
Cante para hoje
uma voz que se expanda e suspenda esse instante
Lá de longe,lá de longe...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


FORMEI!!!!

MAIS UMA ETAPA VENCIDA...
ESSE ANO AINDA UMA DELEGADA \o/

A dor dela era tão confusa que não adiantava tentar explicar. Suas grandes emoções se mostravam em palavras pequenas. Ela tinha medo de tudo dar errado, tinha medo de o mundo separar o que o destino fingiou ser certo, tinha medo de pela quantidade de medo que ela sentia, ele simplesmente não achar que valesse mais à pena.
O grande problema dela é que insistia em buscar a graça da vida em tudo. E tudo o que ela tinha vivido antes, embora parecesse tão fácil, com certeza não a fez sorrir. E ela sabia que iria chorar mais, que iria chorar muito mais. Ela sabia que talvez não estivesse perto, que ainda não estivesse exatamente ao alcance de um abraço ou à facilidade de um beijo que explica tudo. Ela sabia que podia ter feito a escolha mais fácil e se poupado de tantas noites sem dormir com o peso do mundo inteiro separando ela do seu travesseiro .
Escolher entre a paz e o amor é a decisão mais importante de uma vida, mas pensando bem, que espécie de paz seria essa sem as mãos dele na nuca dela, os pés esquentando uns aos outros, as guerras de ciúme que acabavam quentes e úmidas e sem nenhuma tropa inimiga por perto? O que seria da vida dela se não um marasmo não fosse a vida dele? E embora fosse difícil e doesse mais alto do que ela pudesse gritar, ela sabia que aquilo que eles tinham não se encontrava num bar, num restaurante ou nas piadas cheirando à cerveja e sacanagem que saíam da boca de qualquer outra pessoa por aí. O que eles tinham tinha a força de uma saudade até quando eles estavam juntos e, isso, risada nenhuma podia pagar. Rir só era tão pouco...
Talvez então, pensou, não valesse tanto a pena querer buscar só a risada. Lembrou então - fechando os olhos cansados de olhar em volta - que quando ela pensava nele não dava tempo de achar graça, não dava tempo de questionar mais e nem de pensar que era infeliz. Pensar nele era tanto sorriso. E aí ela finalmente então entendeu o que o mundo todo queria dizer quando explicou que sem a guerra não há a paz...

...Mulheres Comportadas
raramente fizeram História...