quinta-feira, 11 de outubro de 2012

16 anos sem Renato


Hoje acordei com a música 16 do Legião na cabeça e qual foi minha surpresa ao descobrir que faz dezesseis anos da morte de nosso grande poeta. Não poderia então deixar de prestar minha homenagem àquele que sempre marcou minha vida.

Os bons morrem cedo demais.
Assim parece ser, quando me lembro de você.
Nunca falei como você falava, mas sempre ouvi bem o que você dizia,
E aquela frase que tanto me marcou: Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.
Você, como eu, queria voar, mas como chegar às nuvens com os pés no chão?
O que sinto muitas vezes faz sentido e outras vezes não descubro o motivo, que me explica porque é que não consigo ver sentido no que sinto.
O que procuro o que desejo e o que faz parte do meu mundo. Qual o sentido?
Viajamos sete léguas entre abismos e florestas e por Deus, nunca me vi tão só.
Talvez eu devesse apenas esperar o vendaval passar, pois afinal porque estou tão preocupado por estar tão preocupado assim?
Já pensei de tudo, do tudo do tudo e do tudo do nada e às vezes não acho nenhuma solução.
Às vezes quando me sento para olhar o mar, existe algo que diz que a vida continua e se entregar é uma bobagem, quero ser feliz ao menos...
Já me acostumei com a tua voz e desde que você partiu sinto falta de mim mesmo.
Meu coração, é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo.
Como você dizia ter esperança é hipocrisia e a felicidade é uma mentira e a mentira é a nossa salvação.
Eu continuo aqui com meus amigos, com meu trabalho e me lembro de você em dias assim, em dias de chuva, em dias de sol, e o que eu sinto, bem...eu não sei dizer!
Quando você se foi você deixou um vazio que nada preenche, o vazio das suas velhas canções que ainda hoje, depois de tantos anos, ecoam nas paredes do meu quarto em noites escuras.
Eu não tenho medo do escuro, mas deixo as luzes acesas em noites assim.
Eu sei que somos pássaros novos longes do ninho, e com o tempo, eu ouvia você dizer coisas sobre o perdão, e eu aprendi a perdoar, e aprendi a pedir perdão.
E todos os dias quando o sol bate na janela do meu quarto eu me lembro de que o caminho a ser percorrido é um só, a humanidade anda tão desumana, mas assim como você eu acredito que a gente ainda tem chance, é preciso apenas amar as pessoas como se não houvesse o amanhã.
O sol nasce pra todos e só não sabe quem não quer. São as pequenas coisas que valem mais, você pode me perguntar se existe razão pras coisas feitas pela coração, e eu digo mais uma vez, quem acredita, sempre alcança.
Eu quase morri a menos de 32 horas atrás, e hoje eu fico na varanda, um dia imperfeito e a chuva caindo, ouvindo: “Não deixem que te digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem.” Não se entregue sem lutar, pois você ainda tem um coração.
Mas ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, eu não saberia explicar tudo isso.
Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais. Seja como for, é uma dor que dói no peito...
Vai ver que não é nada disso, vai ver que já não sei quem sou, vai ver que nunca fui o mesmo e a culpa é toda sua que me ensinou tudo isso.
E agora me diz, quando as estrelas começarem a cair pra onde iremos fugir?
Lembro das tardes em que passamos juntos, não é sempre mais eu sei que você está bem agora.
Então eu fico calma, e só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu espero conseguir aceitar o que passou e o que vier, só por hoje vou me lembrar em ser feliz, só por hoje eu não vou me destruir, mas só por hoje; isso ao menos eu aprendi, que você está sempre aqui dentro de mim.
Então venha, meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa só a verdade me liberta então chega de maldade e ilusão...
Venha! O amor tem sempre a porta aberta e vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça, venha! Que o que vem é Perfeição!
Obrigada por todos esses anos de pura poesia, quem sabe um dia, eu escreva uma canção sobre você.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Casamento Mônica e Cebolinha


Não sei com vocês, mas eu cresci lendo os gibis da Turma da Mônica. Eram almanaques de férias, eram livros para colorir, e como “herança” do meu irmão, eu fiquei com o vinil com as musiquinhas todas. E foi com muita surpresa que me deparo com essa imagem hoje na internet. A imagem do casamento do Cebolinha com a Mônica.
A reportagem:

Finalmente saiu o casamento da Mônica com o Cebolinha.
Para a festa, Mônica usa um vestido tomara-que-caia todo bordado com flores tipo bogarim (significa 'amor puro', conta Maurício) e pedras, mais um véu preso com tiara. O noivo vai de terno completo, mas nada clássico - colete cinza sob o paletó azul marinho.
 “O vestido foi criado através de uma pesquisa e acabou sendo uma mescla de alguns vestidos de noiva em fotos de revistas", explica Maurício de Sousa sobre o look da noiva e a criação do guarda-roupa da série Jovem: "o visual da turminha aos 15 anos vai pelo 'street style'. É claro que a partir do casamento, mais velhos, estarão com outro visual. Vamos pesquisar muito para acompanhar a moda.”
Cebolinha manteve sua predileção clássica pelo verde na gravata. Mônica, discreta, deixou sua cor preferida nas pedras das joias. Maurício ri: "Pelo menos no casamento, ela abandonou sua predileção pelos vestidos vermelhos!" Mas não largou o Sansão!
No altar, Cascão de padrinho e, entre as madrinhas, a (ex-plus size) Magali. "Ela ficou muito emocionada e feliz, como qualquer madrinha e melhor amiga ficaria!", conta Maurício.
E quem assina o vestido de noiva mais importante dos quadrinhos brasileiros? Estilista nenhum: "foi um dos nossos desenhistas, o Denis. Mas não sem antes passar pela supervisão da diretora de arte do Estúdio, Alice Takeda, que também é minha esposa". Ou seja: tudo em casa, já que Mônica é inspirada na filha do Maurício, que faz mistério: "Quem sabe no futuro teremos outros casamentos na turma?”.

Minha surpresa foi tanta que eu não sabia (e ainda não sei) se é uma coisa ruim ou boa. Todo mundo cresce Alice, oras, você também a de crescer um dia.
Eu sei...eu sei...
Mas é estranho você ver personagens da sua infância se casando, eu acho que preferia que eles ficassem crianças para sempre, talvez com síndrome de Peter Pan, mas se o criador resolveu deixa-los crescer quem sou eu para dizer alguma coisa né?
Só sei que ainda prefiro vasculhar minhas lembranças da infância atrás da menina baixinha, gordinha e dentuça, de vestido vermelho e pés descalços que era amiga inseparável do seu coelhinho Sansão. Do que da Mônica mulher, casada, e com o rosto digno das princesas da Disney...
Mas quem sabe sou eu que quero tanto viver na Terra do Nunca pra sempre que me esqueço da ordem natural das coisas...
Quem sabe...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Caio F. me entende...


“Eu sou uma pessoa eternamente apaixonada por palavras.
Música.
E pessoas inteiras.
Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso.
Pessoas vazias são chatas e me dão sono.
Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida.
Eu sou criança.
E vou crescer assim.
Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores.
O simples me faz rir, o complicado me aborrece.”


Outubro



Que outubro venha com bons ventos,
que me traga sorte e amor,
que não me deixe sofrer, por favor.
Só por um mês, faça tudo dar certo,
depois veremos o que vamos fazer em novembro...”

Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Se eu fosse você...


“O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você" A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.
Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava.
Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão.
Acho bonito o taoísmo, filosofia oriental. Para saber como ele é basta ler os poemas de Alberto
Caeiro. O taoísmo é um jeito de olhar para o mundo.
São muitos os jeitos de olhar para o mundo. Cada jeito, cada mundo. O taoísmo diz que o mundo é feito de encaixes. Tudo vem aos pares. O que não tem par não existe. Tudo é macho e fêmea: yang, yin. Quando as duas partes do par se encaixam faz "dac" - e a felicidade acontece.
Para haver encaixe é preciso que cada parte seja incompleta. Se as partes fossem completas os encaixes não seriam possíveis nem necessários. Como num quebra-cabeça. Cada peça tem de ter um buraco. Esse buraco é para nele se encaixar um "pleno" da outra peça. Se tal buraco não existir, o encaixe não pode acontecer. O quebra-cabeça fica frouxo, solto, desmancha. Mas não acredite nessa palavra "pleno", que usei. Usei por falta de outra. "Pleno" sugere algo completo, em que nada falta. Mas a verdade é outra.
Todo "pleno" é um buraco visto pelo avesso. Quando o buraco e o pleno se juntam acontece o encaixe. (Quem já montou quebra-cabeça sabe do prazer quase erótico que se sente ao fazer uma peça se encaixar na outra. Como se fosse uma metáfora sexual. Confirmação do taoísmo.) Viver é montar um quebra-cabeça. Viver é procurar encaixes.
Acho que os taoístas aprenderam isso observando a boca de um nenenzinho sugando o seio da mãe. A boca é um vazio. Sem nada saber ela já sabe sobre os encaixes. Suga o vazio. Seus movimentos rítmicos são a primeira forma de oração, sem palavras. Oração é o vazio que espera. A boca vazia ora pelo "pleno" que a satisfará: o seio da mãe. Mas o "pleno" do seio da mãe é também oração: quer uma boca que o sugue. Quando boca e seio se encontram o encaixe acontece. É a felicidade. O vazio de um é o pleno do outro. O vazio de um é a felicidade do outro.
Assim é o amor. A tristeza amorosa é o vazio desejando o pleno. Sócrates inventou um mito para explicar o amor. Disse que Eros nasceu do casamento entre a "Pobreza" e a "Plenitude". O amor é um buraco na alma. Quem ama é pobre. Falta alguma coisa. Peça desencaixada do quebra-cabeça. O sentimento amoroso é a nostalgia pelo pedaço que me falta, "pedaço arrancado de mim". Assim são o masculino e o feminino.
O masculino é o pleno que ora pelo vazio que o abraçará.
O feminino é o vazio que ora pelo pleno que nele se encaixará. Quando os amantes se abraçam e as peças se interpenetram, os corpos se encaixam, como no quebra-cabeça. Todo ato de amor é uma realização efêmera de uma unidade original perdida.
Assim são o yang e o yin, o pleno e o vazio, o seio e a boca, o masculino e o feminino, a fala e a escuta.
A fala é masculina: o pleno, sêmen, semente, penetração (podere, em latim, quer dizer cavar), ejaculação. Segundo o Aurélio, essa palavra, ejaculação, que é usada normalmente para designar o jato de esperma, significa também "proferir, dizer em voz alta". Ejacular esperma e falar são a mesma coisa.
O ouvir é feminino. O pênis ereto é uma pobreza.
É uma súplica, uma oração por uma vagina que o acolha. A semente, para germinar, precisa de um buraco na terra que a acolha. A fala é pobre, falta.
Procura o vazio do ouvido. A ejaculação da fala, masculina, acontece num momento. Mas a germinação da escuta, feminina, demanda tempo e silêncio.
Para ouvir não basta ter ouvidos. É preciso parar de ter boca. Sábia, a expressão: "Sou todo ouvidos". Todo ouvidos; deixei de ter boca. Minha função falante, masculina, foi desligada. Não digo nada. Nem para mim mesmo. Se eu dissesse algo para mim mesmo enquanto você fala seria como se eu começasse a assobiar no meio de um concerto. Faço, para ouvir você, o mesmo silêncio que faço para ouvir música.
Vou agora lhe revelar o segredo da escuta.
Quando era iniciante na arte da psicanálise tratava de prestar a maior atenção naquilo que o cliente me estava dizendo. Levou tempo para que eu percebesse que quem presta muita atenção no que é dito não consegue escutar o essencial. O essencial se encontra fora das palavras. Fernando Pessoa, essa distração dos deuses, sabia disso e escreveu. Está num poema que ele dirigiu a um poeta.
O poeta é um falador. Constrói objetos com palavras. A esse poeta, cujo negócio é falar, ele diz:
Cessa o teu canto.
Cessa, porque enquanto o ouço, ouve a uma outra voz
como que vindo nos interstícios do brando encanto
com que o teu canto
vinha até nós.
Ouvi-te e ouvi-a
No mesmo tempo
E diferentes
Juntas a cantar.
E a melodia
Que não havia
Se agora a lembro, Faz-me chorar.
Preste atenção no que está escrito. Fernando Pessoa diz que a fala tem duas partes. A primeira são as palavras que são ditas: a letra. A segunda é uma melodia que se faz ouvir nos interstícios da fala: a música. A letra é coisa do consciente, cerebral. A música é coisa do corpo, inconsciente. Aquilo a que a psicanálise dá o nome de inconsciente é a música do corpo. Quem diz a letra não percebe que está cantando.
Tem havido tentativas de produzir uma fala que seja só letra, sem a música. A ciência e a filosofia têm se esforçado por esse ideal- uma fala da qual o corpo do que fala esteja ausente. Fala sem alma, só informação. A voz metálica, monótona, indiferente, de robô, dos serviços de alto-falantes dos aeroportos é uma expressão sensível desse ideal desumano. Você poderia imaginar um diálogo de amor com essa fala?
Não existe voz humana que não tenha música.
Aí Fernando Pessoa diz que a letra não tem importância. Não é nela que se encontra aquilo que importa escutar. Pede até ao poeta que pare de falar porque a fala dele atrapalha ouvir a melodia... Esse é o absurdo segredo da escuta: é preciso não escutar o que se diz para se poder ouvir o que ficou não-dito, a música. É na música que mora a verdade daquele que fala.
Assim, se você quiser ouvir bem, não preste muita atenção na letra. Esqueça as lições da hermenêutica, a ciência da interpretação dos sentidos. Aprenda a sentir a música. Todos os tipos de música, do tam-tam dos tambores a Boulez. Porque o que os compositores fizeram foi só fazer tocar em instrumentos aquilo que era tocado pelo corpo. Parafraseando Uexküll: "Todo corpo é uma melodia que se toca." Seria bom se, nos cursos de psicologia, se lesse menos livros e se ouvisse mais música.”

Rubem Alves


Still Loving You ♥


E a primavera chegou ainda mais linda.
E no dia que celebraríamos a sua volta, depois de um inverno rigoroso, você mostrou mais uma vez que por mais difícil que os tempos sejam você estará ao meu lado me amando por toda eternidade.
E foi no inicio da primavera que você aqueceu meu coração mais uma vez. Com um símbolo do eterno, com um abraço apertado e com uma jura de amor infinito. Juras nem sempre são cumpridas, e símbolos significam algo apenas para quem acredita neles, mas o amor, ah o amor, ele vai além das juras e dos símbolos, ele vai além do que entendemos ou acreditamos, ele vai além do que pensamos ser possível. O amor, não se define, não se descreve, não se compra, o amor apenas se sente e demonstra. E foi da maneira mais linda que você demonstrou esse amor.
Still Loving You jamais será a mesma pra mim ("I'm still loving you, I need your love"), Scorpions que significava tanto, agora significará para sempre o recomeço da nossa linda jornada em busca do amor dos livros, do amor verdadeiro que sempre esteve estampado em nossos olhos desde a primeira vez que nos vimos e apenas esperava o retorno da primavera pra se mostrar ainda mais belo.
O caminho é cheio de espinhos e pedras, mas é muito bom ter uma mão segurando a gente pra não cair, ou cuidando do nosso ferimento quando a queda é inevitável. É muito bom ter você ao meu lado contemplando a linda paisagem da nossa vida que está passando cada vez mais rápida e intensa.
É muito bom poder ser feliz ao seu lado...
E foi em Beltane que eu recebi seu presente. O anel celta com suas formas de geometria sagrada, que neutraliza as energias negativas e gera energia positiva, que harmoniza pessoas e lugares protegendo-as, que simboliza o amor infinito que funde a alma de duas pessoas em união e a interligação das vidas significando um vínculo indissolúvel entre os corações.
Foi em Beltane que eu recebi de você um símbolo de algo sem inicio e sem fim, o nó que enlaça todas as coisas, a eternidade, magia, sabedoria, uma ligação mágica de algo que ficará pra sempre.
Foi em Beltane que eu fui presenteado com um único laço que traz como característica física “a balança Natural a qual um ser jamais viverá sem outro ser, assim como não viveria sem algo que a Terra nos presenteou (seja uma árvore ou pedra)”.
Então hoje, em Beltane, eu te agradeço pelo símbolo mágico, por me reconquistar a cada dia e por mais que o caminho seja duro não desistir de seguir em frente.


“...But love will bloom even in gloom...”

Serendipity


Te amo demais


quinta-feira, 20 de setembro de 2012


Eu só queria te colocar no colo em dias assim.
Em dias nublados , em dias cinza, em dia novo que parece velho.
Eu só queria resolver todos os seus problemas, te aconchegar no meu peito e dizer que tudo vai ficar bem.
Eu queria que o tom da minha voz te acalmasse e que todas as suas angústias passassem só de saber que em algumas horas estaremos juntos novamente.
Eu queria poder acalmar sua raiva, secar suas lágrimas e fazer você sentir o perfume dos meus cabelos enquanto dorme um sono profundo e justo.
Eu só queria menos grito, menos escândalo, menos possessão,
Só queria palavras doces, carinho, cuidado...
Eu só queria ter uma varinha mágica pra tocar seu coração e fazer ele se consertar e me amar como antes, pra que eu também possa te amar como antes.
Quero parar de sentir o medo que vem embutido em cada palavra que você diz, como se ao mesmo tempo você me desse uma rosa e uma espada.
Só queria que as palavras parassem de flutuar em torno da minha mente, palavras tão grossas e cansativas que me fazem desabar.
Eu só queria que você visse meu rosto ao fechar os olhos, visse meu rosto em lágrimas e cansado, e parasse pra pensar que eu preciso de você, mas do que precisei durante todo esse tempo em que estamos juntos.
Que você não se focalizasse na distância física que nos envolve, mas na aproximação de almas que a gente tem.
Eu só queria que você ainda acreditasse nisso.
Acreditasse que eu posso sentir você mesmo longe e que você também pode me sentir, assim como era no começo.
Eu só queria tatuar meu nome em sua mente, em seu corpo, em sua língua, pra que você percebesse que eu estou sempre em você, da mesma maneira que você esta sempre em mim.
Eu só queria te fazer enxergar o amor que eu tenho por você, e que ainda, apesar de tudo, você é sempre bem vindo ao meu mundo cor de rosa, mesmo quando você o deixa em cinzas e saí batendo a porta com força.
Eu queria poder...eu queria poder tanta coisa que eu não posso mais...
Eu só queria que a primavera chegasse logo, pois eu já me cansei do inverno que não sai dos nossos corações.