segunda-feira, 30 de julho de 2012

Notas de uma observadora...


"Pra mim felicidade é a busca da felicidade, ou melhor, felicidade é ter direito à busca da felicidade.
Os fundadores dos EUA foram muito felizes ao enunciar na declaração de independência americana: "Todo homem tem direito à busca da felicidade"; e felicidade não é sinônimo de alegria, você pode muito bem ser feliz e estar triste, ou alegre, e pra ser feliz não é preciso fechar os olhos para sofrimento alheio que tantas vezes nos rodeia. A felicidade não está na indiferença. Felicidade não quer dizer alienação!
A felicidade não estava nos planos da natureza, é uma invenção humana, e não existe felicidade obrigatória ou uma única receita para a felicidade. Felicidade é algo pessoal e sim, às vezes, transferível. Poucas coisas nos fazem mais feliz do que ver que a gente ama feliz.”

Pedro Bial – Na moral

Quer saber? Felicidade não está no fim do caminho, pra mim, felicidade é ESTAR e SER o caminho que se percorre todos os dias, rumo ao topo da montanha, a luz no fim do túnel, ao pote de ouro no fim do arco íris. Não importa qual seja o seu objetivo o importante é sempre enxergar as maravilhas dele...e eu continuo a caminhar, como diz Bial, FELIZMENTE...

domingo, 29 de julho de 2012


“Os amantes e os loucos têm cérebros tão fervilhantes, fantasias tão imaginativas que acabam por conceber mais do que a fria razão pode compreender.
O lunático, o amante e o poeta são compostos tão somente de imaginação.
Um enxerga tantos demônios que estes não cabem em todo o vasto inferno; assim é o louco. O amante, tão desvairado quanto, enxerga a beleza de Helena de Tróia no rosto de uma cigana.
O poeta revira os olhos num fino e furioso frenesi, lança um olhar do céu para a terra, outro da terra para o céu, e à medida que a imaginação vai desenhando os contornos de coisas não conhecidas, a pena do poeta vai lhes dando formas e coloca um nada etéreo em uma habitação local e inventa-lhe um nome.
Uma imaginação forte tem truques tais que se concebe uma alegria, inclui também um causador dessa alegria.”

Teseu
Sonho de uma Noite de Verão.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quando você chora de solidão no meio de uma multidão


A coisa acontece assim, você está andando na rua e percebe que está só
Você está entre seus amigos e percebe que não se encaixa ali...se sente só
Você não sabe se comunicar com a família
E seu amor não te preenche mais...
Você se sente só...
Você se sente só com você mesma
Isso é possível?
Seja entre as quatro paredes do seu quarto cheio de ursos de pelúcia
Seja em uma festa
Seja em um almoço ou no trabalho.
De repente aquela sensação te sufoca, te machuca
Um nada...um abismo escuro...
E mesmo sem pensar muito no assunto você chora,
E chora e chora e chora...
Aquele choro que vem do fundo do coração e saí com soluços abafados de angústia...
É impossível controlar
E as lágrimas saem do controle...
Melhor chorar pra aliviar a alma.
Quero um colo pra deitar
Um ombro pra aliviar
Quero fechar os olhos e encontrar dentro de mim mesma todo conforto que preciso
Mas não encontro ninguém, não encontro nada
Coloco o som mais alto, o ritmo constante da guitarra vai aliviando.
As palavras vão saindo...
E lá fora é dia azul, o sol brilha
E aqui dentro tudo tão escuro
Vazio
As palavras vão saindo
Alguém por favor, alguém...
No meio da multidão alguém para aliviar essa minha dor
Não.
Ninguém é capaz disso.
Sou eu mesma, preciso de mim...
Eu aceito um comprimido, mesmo não acreditando no poder dele
Eu aceito, algo que faça parar de doer, algo que me preencha
Eu me sinto tão só...tão vazia...
Preciso cair no buraco da Alice novamente...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Do you remember me? How we used to be?


Perto dessa velha janela empoeirada, hoje tão desgastada pelo tempo era onde ela ficava, linda e branca.
Chego perto para observar a paisagem e percebo as arvores modificadas pela força do inverno, tão diferentes de quando era primavera, aquelas belas manhãs de primavera, onde seus galhos ficavam repletos de flores cor de rosa.
Foi por aquela janela que observava o mundo, as tardes alaranjadas de outono, as luas “sorriso de gato da Alice”, que se transformavam em luas “de lobisomem”, o balanço rude dos galhos da arvore em noites de tempestade que sempre me faziam esconder debaixo das cobertas, o cheiro da terra molhada, o piar de uma coruja.
Olho para o quarto e está tudo conservado. Tudo exatamente como eu deixei muitos anos atrás. Empoeiradas estão às lembranças de criança, ficar brincando de balançar na arvore do quintal ou de esconde-esconde no jardim, empoeirados estão também os sonhos da juventude de sair pelo mundo em busca de aventuras, ou encontrar o caminho que leva a Terra do Nunca e ser criança para sempre.
Sento-me na cama que um dia fora lar dos meus sonhos doces e penso em tudo que vivi e perdi desde que abandonara o ninho e fui voar.
A cor rosa da parede está meio desbotada, mas ainda conserva os pequenos desenhos que eu fizera quando mais nova, o sistema solar ainda está lá, assim como os ursos ainda conservam aquele cheiro doce de jasmim...
As coisas mudaram tão bruscamente que a gente só percebe quando para e escreve sobre elas.
Olho para a janela mais uma vez...ela ficava ali, me recordo, onde será que foi parar?
Começo a fuçar num armário repleto de recordações. As roupinhas de boneca, os perfumes, as casinhas...então de repente a encontro... Ela não mudou nada. Para ela o tempo não passou, está intacta, sem sombras de dúvida a mágica que a envolvia na infância continua a sobreviver nesses tempos nublados.
Abro com delicadeza a tampa com medo do que possa encontrar lá dentro, e lágrimas me veem aos olhos quando percebo que ela ainda está lá, dormindo um sono profundo como o da Bela Adormecida, esperando alguém vir acorda-la. Com muito cuidado giro a cordinha e a desperto, em cima da tampa espelhada ela começa seu bailado, minha doce bailarina agora esta desperta...minha caixinha de música preciosa ainda vive.
A coloco com cuidado em cima da beirada da janela onde sempre esteve, e sento-me ao seu lado como fazia quando criança. Ela, como quem acabará de despertar de um longo sono, está cheia de vida e não para um segundo de bailar em todos os cantos do espelho. Minha doce bailarina, como pude esquecer de você!
Sua música vai entrando em todas as frestas abertas naquele quarto e na minha alma, vai preenchendo tudo com suas notas doces e meus olhos vão seguindo seus passos, o tempo não passou para ela, uma bailarina de sorte ela é.
Enquanto ela dança, percebo que assim como a bailarina, é necessário dar um impulso em nossa vida para acordarmos de vez em quando, talvez precisemos que alguém levante a tampa e dê corda em nossos corações para que tudo volte a ter som e não fique mais tão parado, ou apenas um mecanismo que nos faça acordar e abrir os olhos para as notas musicais que giram em torno de nós, a inércia em vida é o pior mal que pode se assolar sobre uma pessoa.
Assim como a bailarina só tem razão quando se está dançando, a gente só tira proveito dessa vida quando se está feliz e realmente viva.
A música fica muda e a bailarina acaba seu bailado, sorrio, fecho com cuidado, e a guardo. Desço as escadas apressada e encontro minha sobrinha no andar debaixo brincando na cozinha com a minha mãe.
_ E então, sentiu saudades do seu quarto filha? _ pergunta quando me vê.
_ Só percebi como me senti vazia sem ele quando voltei a revê-lo_ respondi sorrindo_ Hey gatinha, tenho uma coisa pra você. _disse isso e peguei Malu no colo. _ É um presente muito especial e tem que me prometer que vai cuidar dele como seu maior tesouro. Eu o ganhei quando tinha sua idade, e ele ainda está novinho. Você promete?
A menina brilhou os olhinhos e fez que sim apressadamente com a cabeça.
Desembrulhei a caixinha e lhe dei mostrando como funcionava, girei o mecanismo e a bailarina começou a rodopiar em frente aos olhos admirados de Malu, ela me abraçou e se sentou no chão da sala com seu novo presente, não tirou os olhos da bailarina nenhum minuto até a hora do almoço, em que disse na mesa.
_ Quero ser bailarina como a moça da caixinha que a titia me deu!
Todos sorriram.
Minha mãe depois do almoço disse:
_ Achei que você nunca daria aquela caixinha de música. Ela sempre foi tão preciosa pra você.
Eu a abracei:
_ Eu aprendi o seu segredo. Agora ando bailando por aí e observando o som que vem da minha caixinha de música. Um dia, a Malu também vai descobrir.




Dia 25 de julho – Dia do Escritor

Nota de Alice:
“Escritor é o artista que se expressa através da arte da escrita”

Que seja em livros, blogs, que seja conceituado ou apenas mais um desconhecido. Se você usa um papel qualquer ou um site na internet para transmitir suas emoções ou soltar seus pensamentos, se você usa as palavras como ajuda para transmitir o que sente, FELIZ DIA DO ESCRITOR!

“Quando dá essa vontade louca de morrer, é bom fingir ser um poeta.
É.
É melhor continuar escrevendo...”

Fernanda Young

segunda-feira, 23 de julho de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Beijo ♥


“O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.”

Carlos Drummond de Andrade

Feliz aniversário de primeiro beijo melhor de todos *-*

Te amo muito

quarta-feira, 18 de julho de 2012


“Naquele momento enxerguei (mas tu não podias enxergar), voando entre a frigida lua e a terra, Cupido, de arma em punho: fez mira, ele, na direção de uma linda vestal, coroada pelo Ocidente, e libertou desde seu arco a flecha do amor, com muita habilidade e energia... como se devesse trespassar uma centena de milhares de corações. Contudo, eu pude ver a flamejante flecha extinguir-se nos castos raios de uma lua aguada; e a imperial devota passou adiante, em virginal meditação, livre de fantasias amorosas. Eu, porém. Observei onde caiu o dardo do Cupido: bem em cima de uma florzinha do Ocidente, antes branca como o leite, agora púrpura com a ferida do amor. E as donzelas a chamam de amor-perfeito àquele amor ocioso. Basta deitar o sumo dessa florzinha nas pálpebras adormecidas de um homem ou de uma mulher, ele ou ela sentirá uma paixão enlouquecida pela primeira criatura viva que lhe aparecer na frente.”


Oberon – rei das Fadas e dos Duendes
Sonho de uma Noite de Verão.